Iniciativa ibérica disponibiliza cinco milhões de euros para projetos portugueses na área da Saúde e Biomedicina
25/07/2018 15:52:22
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Iniciativa ibérica disponibiliza cinco milhões de euros para projetos portugueses na área da Saúde e Biomedicina

A “Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Biomédica, i4b” vai apoiar com 12 milhões de euros um total de 20 projetos de investigação na área da Saúde e Biomedicina em Portugal e Espanha. No primeiro concurso promovido em Portugal pela parceria da Fundação “la Caixa” com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia há uma verba de cinco milhões de euros para financiar oito projetos que procuram soluções para problemas que vão desde a malária à depressão, passando por doenças cardíacas ou respiratórias.

Oncologia, neurociências, doenças infeciosas e cardiovasculares e uma quinta porta aberta para “projetos transdisciplinares com impacto na Medicina” são as áreas prioritárias deste concurso ibérico de milhões, que casa o financiamento privado e público.

Entre os oito vencedores portugueses, está a Prof.ª Doutora Maria Mota, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, que propôs mais um projeto que pretende ajudar a esclarecer os mecanismos de infecção do parasita que causa a malária. Desta vez, a equipa vai tentar compreender quais os aliados do parasita no fígado, o local onde a doença se instala e progride. “O objetivo é encontrar novos tratamentos que travem a replicação do agente patogénico e eliminem a malária”, refere um resumo sobre o trabalho.

O Prof. Doutor Leopoldo Petreanu, investigador da Fundação Champalimaud e outro dos vencedores desta edição da iniciativa, vai mergulhar no cérebro humano para esclarecer a rede neuronal onde se armazenam as previsões aprendidas no passado e de que forma se combinam com novos estímulos. Desta forma, espera contribuir para uma melhor compreensão de disfunções como a “esquizofrenia ou distúrbios do espectro autista que apresentam deficientes capacidades preditivas”.

Também da Champalimaud, o Prof. Doutor Carlos Vidal Ribeiro vai chegar ao cérebro de uma outra forma inesperada. O título do resumo do projeto “As bactérias intestinais decidem pelo cérebro o que comer” O plano, descreve num comunicado, é aprofundar os mecanismos moleculares de bactérias intestinais que podem afetar o funcionamento do cérebro e compreender a sua interação com a ingestão de nutrientes.
“Como as células guardam a informação genética”, é a proposta do projeto do Prof. Doutor Colin Adrain, da Fundação Calouste Gulbenkian, que quer “conhecer a fundo os processos biológicos através dos quais se enovelam as proteínas na sua membrana celular”. Na Universidade de Coimbra, o Prof. Doutor Rodrigo Cunha, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular, conquistou apoio para “entender a base neurológica da depressão” e, a partir daí, obter novas terapias.

Mas a norte, na Universidade do Porto, o Prof. Doutor Joaquim Adelino Correia vai procurar “uma nova terapia para a insuficiência cardíaca” através da investigação em animais dos benefícios de um tratamento já desenvolvido, a ressincronização sequencial cardíaca . Na Universidade do Minho, o Prof. Doutor Agostinho Carvalho quer identificar novos biomarcadores que indiquem a suscetibilidade das pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica para desenvolver uma reação alérgica ao fungo Aspergillus que existe no ar que respiramos.

Por fim, voltando a Lisboa, o Prof. Doutor Rui Eduardo Mota Castro, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, vai liderar um projeto que quer desenvolver novos tratamentos para combater a obesidade e problemas de saúde associados, como a doença do fígado gordo não alcoólico.

A iniciativa ibérica que une a Fundação “la Caixa” à FCT foi anunciada em fevereiro de 2018 e formalizada nesse mesmo mês no Conselho de Ministros dedicado à ciência, que decorreu no Porto. O objetivo é apoiar a investigação realizada em centros portugueses em colaboração com outros centros internacionais e conseguir atrair projetos que representem um benefício da saúde e que sejam capazes de contribuir para o bem-estar das pessoas. Algo, portanto, com a perspectiva de um reflexo directo na vida das pessoas.

Fonte: Público


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