Dermatologistas portugueses e africanos partilham conhecimento em formação organizada pela SPDV
19/07/2018 14:50:29
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Dermatologistas portugueses e africanos partilham conhecimento em formação organizada pela SPDV

Com o objetivo de motivar uma relação de aproximação a outras comunidades portuguesas e de elevar a partilha de conhecimento e técnicas na área de dermatologia, a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) construiu um programa alargado de formação científica para dermatologistas portugueses e africanos da lusofonia. Neste âmbito, encontra-se a decorrer, até 20 de julho, uma missão de formação e apoio assistencial em São Tomé e Príncipe, que teve início no dia 16.

Durante cinco dias, decorre a partilha de experiência entre os diferentes dermatologistas portugueses, angolanos e moçambicanos numa formação científica para médicos São Tomenses. Na sequência do encontro, durante três dias, irão observar doentes nos diferentes distritos de São Tomé e fazer tratamentos cirúrgicos no Hospital Central de São Tomé.

Num comunicado divulgado à comunicação social, o presidente da SPDV, Dr. António Massa, justifica a iniciativa afirmando que “em Portugal existem cerca de três centenas e meia de dermatologistas e meia centena de médicos em formação, o que permite estabelecer uma razoável rede nacional de cuidados de Dermatologia”.

“Contudo, em muitos países do continente africano o acesso a formação e à saúde da pele ainda está em desenvolvimento. Por isso, o apoio de países nesta área da saúde, com conhecimentos da língua e da cultura, como Portugal, é fundamental e muito bem-recebido”, esclarece.

O presidente da SPDV revela que “de modo regular vai haver encontros entre dermatologistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Portugal para atualização e troca de experiências, numa lógica de partilha fraterna de vivências em que os colegas de África fornecem o valor da sua experiência em dermatologia tropical e os de Portugal transmitem a experiência da vida clínica na Europa”.

O programa de assistência e formação a estes países, conta também com uma bolsa de formação solidária, com uma duração de cerca de quatro semanas, em Portugal, destinada a médicos internos do último ano, provenientes de cabo verde, moçambique e angola.

Em complemento a estas iniciativas, a SPDV estabeleceu um protocolo de cooperação com a Kanimambo para apoio a doentes albinos em Moçambique. Neste âmbito, serão feitas cirurgias a albinos com cancro de pele avançado, no Hospital Central de Maputo e no Hospital Central de Nampula. Para além disso, será iniciada uma campanha de educação para mudar o cariz estigmatizante da doença.

Todo este programa de cooperação envolve como parceiro da SPDV o Instituto do Marquês de Valle Flor.


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