Diretiva Europeia dos Medicamentos Falsificados: IV Seminário de Saúde da GS1 Portugal debate impacto e soluções
16/07/2018 17:11:39
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Diretiva Europeia dos Medicamentos Falsificados: IV Seminário de Saúde da GS1 Portugal debate impacto e soluções

O IV Seminário de Saúde da GS1 Portugal reuniu, a 5 de julho, stakeholders, profissionais e entidades nacionais e internacionais do setor para debater o impacto da Diretiva Europeia dos Medicamentos Falsificados. Em Portugal, a oito meses da aplicação da norma, que entra em vigor a 9 de fevereiro de 2019, os intervenientes na cadeia de valor da Saúde afirmam não estarem preparados.

Num comunicado divulgado à comunicação social, a GS1 Portugal fala num desafio a nível europeu "considerável", visto que mais de seis mil laboratórios farmacêuticos vão ter de serializar e tornar mais seguros aproximadamente 10 mil milhões de embalagens de medicamentos sujeitos a receita médica (SRM) disponibilizados anualmente e, todos os intervenientes, terão que assegurar um sistema seguro, rápido e fiável para a verificação de medicamentos.

A adaptação técnica e a formação dos profissionais são dois dos motivos que contribuem para as dúvidas sentidas por todos os intervenientes da cadeia de valor da Saúde, tendo em conta que a Diretiva Europeia dos Medicamentos Falsificados vem introduzir mecanismos de segurança nas embalagens dos medicamentos SRM, entre eles, a identificação única das embalagens com recurso a um código bidimensional.

O código GS1 Datamatrix é um código bidimensional que dá resposta às exigências da Diretiva dos Medicamentos Falsificados, ao permitir codificar as informações obrigatórias em cada embalagem de medicamento. Posteriormente, toda a informação é registada numa base de dados europeia onde constam todos os medicamentos em circulação legal, tornando-se assim num mecanismo de combate à contrafação uma vez que o scan de um medicamento não registado ou fora de prazo, emitirá, por exemplo, um alerta.

De acordo com o diretor-executivo da entidade responsável pela gestão do Sistema de Códigos e Standards GS1 em Portugal, Dr. João de Castro Guimarães, a “GS1 quer contribuir para oferecer uma solução aos agentes ao longo da cadeia de valor da Saúde e responder à recomendação de todos os reguladores para a aplicação de um código global para o setor, medida que acreditamos ser prioritária".

"O Sistema GS1 ajuda a cumprir todos os critérios necessários para concretizar a Diretiva Europeia no que respeita à identificação, captura e partilha de dados sobre os produtos, ao mesmo tempo que possibilita uma maior transparência entre países e o crescimento do negócio nesta área de atividade”, acrescenta.

Para o responsável da organização, a dinâmica do setor é notória perante a realidade atual e “num total de mais de oito mil empresas associadas da GS1 Portugal, cerca de 300 pertencem ao setor da Saúde, um número que representa um crescimento de algumas centenas de associados relativamente à realidade há poucos anos atrás”.

O vice-presidente da GS1 Global, Dr.Ulrike Kreysa, responsável pela atividade global da organização no setor da Saúde, reforçou a ideia que os benefícios da implementação deste sistema e a inclusão de toda a informação num código único bidimensional se relacionam também com a garantia de maior visibilidade, uma gestão mais eficiente e a capacidade de assegurar a segurança das Pessoas.

Embora o problema não apresente a dimensão que apresenta noutras regiões, estima-se que até 3% de todos os medicamentos em circulação no espaço europeu sejam falsificados, trazendo consigo riscos para os cidadãos e um problema de Saúde que a legislação pretende reduzir com as medidas que permitem melhorar a visibilidade da cadeia de valor aumentando a segurança de todos.

Outras conclusões do Seminário apontam, nomedamente, para o facto de a inovação na saúde ser um dos caminhos para reduzir os custos crescentes verificados no setor e a insatisfação dos utentes, numa era em que passamos dos tradicionais cuidados de Saúde para um foco na prevenção.


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