Projeto de diagnóstico da depressão através de análises ao sangue quer melhorar monitorização da patologia
16/07/2018 16:07:51
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Projeto de diagnóstico da depressão através de análises ao sangue quer melhorar monitorização da patologia

Foi com o intuito de desenvolver um kit para diagnosticar e melhorar a monotorização da depressão a partir de uma análise ao sangue que um grupo de investigadoras do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) criou o MyRNA Diagnostics, em colaboração com uma equipa de psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). O projeto foi agora distinguido pela revista Exame informática, conseguindo o primeiro lugar na Categoria Inovação dos Prémios “O Melhor do Portugal Tecnológico”. 

As Dr.ªs Maria Inês Almeida, Susana Santos e Inês Alencastre são as cientistas responsáveis pela ideia, que resultou de uma colaboração entre o i3S e uma equipa de médicos psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). O projeto é financiado pelo programa NORTE2020 e conta ainda com a colaboração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e do Dr. Orlando Von Doellinger.

O diagnóstico da depressão é atualmente baseado em entrevistas clínicas, não existindo ainda testes complementares de diagnóstico que sejam aplicados como rotina na clínica. Assim, a equipa apresentou uma ideia de negócio baseada num kit destinado a diagnosticar a depressão através de uma análise ao sangue.

“O diagnóstico da depressão é maioritariamente baseado em entrevistas clínicas. Os prestadores de cuidados de saúde mental sentem necessidade do desenvolvimento de métodos sensíveis e específicos para melhorar a percentagem de doentes com depressão (> 300 milhões em todo o mundo) que recebem tratamento eficaz (<50%)”, sublinha a Dr.ª Inês Almeida.

O projeto da MyRNA Diagnostics, adianta a Dr.ª Susana Santos, “pretende desenvolver um kit que detete e quantifique um painel específico de biomarcadores moleculares numa amostra de sangue, o que permitirá um diagnóstico baseado em métodos quantitativos e uma melhor monotorização da doença”.

“Os resultados do nosso produto serão analisados por um algoritmo e fornecidos dentro de 24 a 48 horas após a colheita de sangue. A solução permite aos clínicos basear a suas decisões terapêuticas num teste biológico quantificável, diminuindo a prescrição excessiva, melhorando a precisão do diagnóstico e permitindo a monitorização da doença durante a terapêutica”, explica a Dr.ª Inês Alencastre.

Fonte: Universidade do Porto


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019