As primeiras conclusões dos resultados agrupados foram apresentadas durante o Congresso da Sociedade de Cardiologia, que decorreu em Barcelona em agosto do ano passado. O XANTUS consiste num conjunto de três estudos de coorte de grandes dimensões, internacionais, prospetivos e observacionais, nomeadamente XANTUS, XANAP e XANTUS-EL.
“Este programa – a maior análise prospetiva pré-planeada de um único NOAC para a prevenção de AVC em doentes com FA até à data – fornece perspetivas do mundo real valiosas e de alta qualidade sobre o tratamento da FA na prática clínica diária,” afirma o Dr. Michael Devoy, diretor clínico da Bayer.
“Estamos empenhados em ajudar os médicos e doentes na utilização segura e responsável de rivaroxabano e na continuação dos nossos extensos programas de investigação clínica e de mundo real”, acrescenta.
A FA afeta aproximadamente 10 milhões de pessoas apenas na Europa, prevendo-se que este número aumente 2,5 vezes até 2050. Devido ao batimento irregular das aurículas, os doentes com esta patologia estão em risco de desenvolverem coágulos sanguíneos que podem deslocar-se para o cérebro e causar um AVC. Na realidade, têm uma probabilidade cinco vezes maior de sofrerem um AVC do que a população em geral.
No entanto, demonstrou-se que os anticoagulantes orais evitam a maioria dos AVCs relacionados com a FA e os estudos XANTUS, XANAP e XANTUS-EL confirmaram a efetividade de rivaroxabano em condições reais de utilização.
No geral, ocorreram eventos tromboembólicos sintomáticos a uma baixa taxa de 1,8 eventos/100 doentes-anos: 87 doentes com AVC (0,9%/ano), 41 com acidente isquémico transitório (AIT) (0,4%/ano), 11 com eventos embólicos sistémicos (0,1%/ano) e 42 com enfarte do miocárdio (EM) (0,4%/ano, num total de 11.121 doentes tratados. A incidência de AVC isquémico e hemorrágico foi de 0,6 e 0,2% ao ano, respetivamente.
Os eventos hemorrágicos significativos e relacionados com o tratamento foram observados a uma taxa de 1,7 eventos/100 doentes-anos. Especificamente, a incidência de hemorragia fatal foi de 0,2%/ano e a hemorragia em órgãos críticos ocorreu a uma taxa de 0,6%/ano (incluindo hemorragia intracraniana a uma taxa de 0,4%/ano).













