Estudo mundial revela que 60% das pessoas com enxaqueca grave faltam em média uma semana por mês ao trabalho
05/07/2018 15:15:25
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Estudo mundial revela que 60% das pessoas com enxaqueca grave faltam em média uma semana por mês ao trabalho

Acabam de ser divulgadas, pela Novartis e pela European Migraine e Headache Alliance (EMHA), as conclusões do maior estudo mundial relativo a enxaquecas realizado até à data. O projeto em questão envolveu mais de 11 mil pessoas de 31 países diferentes. Os resultados do My Migraine Voice foram apresentados na 60.ª Reunião Anual da Sociedade Americana da Cefaleias (AHS), em São Francisco.

Todos os elementos da população em estudo apresentavam pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e uma cota pré-definida de 90% de pessoas com pelo menos um tratamento preventivo. Em média, 60% dos entrevistados referiu ter faltado a quase uma semana de trabalho (4,6 dias) no último mês devido à enxaqueca.

Durante o trabalho, foi avaliado o impacto da enxaqueca no trabalho, incluindo a redução da produtividade (presenteísmo) e as horas perdidas (absentismo), tendo por base o questionário Produtividade no Trabalho e Incapacidade na Atividade (WPAI). Aqueles que tinham trabalhado na semana anterior ao estudo relataram que a produtividade foi reduzida em mais de metade (redução de 53%), percentagem esta que subiu para 56% nos trabalhadores com insucesso terapêutico em dois ou mais tratamentos preventivos.

“A enxaqueca é frequentemente subvalorizada como sendo apenas uma dor de cabeça. Estes resultados trazem uma nova perspetiva sobre uma doença invisível, ainda que debilitante”, afirma a Dr.ª Elena Ruiz de la Torre, diretora executiva e ex-presidente da EMHA, num comunicado divulgado à comunicação social.

“Ainda que vivam com uma condição altamente incapacitante, estas pessoas esforçam-se por ser produtivas, mas precisam de maior alívio dos sintomas e apoio no local de trabalho, para conseguir atingir o seu potencial em pleno. A EMHA está envolvida em várias iniciativas que estão comprometidas em contribuir para esta causa”, acrescenta.

Apesar do impacto devastador da enxaqueca, os entrevistados partilharam que, embora a maioria de empregadores (63%) tenha conhecimento da sua condição, apenas 18% ofereceu apoio. Além disso, muitos afirmaram sentir-se julgados, estigmatizados ou incompreendidos ao faltar ao trabalho, ilustrando assim a necessidade de sensibilização das entidades empregadoras.

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