Dinamizado em colaboração com os Agrupamentos de Centros de Saúde do Pinhal Litoral e Oeste Norte, a SWORD Health e a NOS, o projeto consiste numa plataforma de telerreabilitação para a patologia osteoarticular crónica do joelho e do ombro, funcionando como uma solução integrada para reabilitar utentes com uma das patologias crónicas mais comuns e uma das principais causas de dor e incapacidade nos adultos.
“A demonstração de que a inovação acontece no setor público e num hospital público como é o CHL. O que diferencia este projeto e o torna verdadeiramente inovador é, mais do que a tecnologia, uma forma diferente e pioneira de organização de cuidados, criando circuitos diferentes, conseguindo de uma forma muito harmoniosa e eficaz integrar os cuidados hospitalares, os cuidados de saúde primários e uma empresa do sector privado”, sublinha a vogal do Conselho de Administração do CHL, Dr. ª Alexandra Borges.
O programa, efetuado de forma autónoma no domicílio, segundo instruções fornecidas através da plataforma informática, inclui exercícios predefinidos de acordo com a patologia. A colocação de sensores permite ao doente ter um feedback relativamente ao cumprimento do plano, assim como a sua monitorização à distância.
“Além da qualidade dos cuidados, há outros aspetos que este programa beneficia, como a abrangência dos cuidados, já que nos permite chegar a mais pessoas e também garantir-lhes o conforto de poderem desenvolver a terapia nas suas casas, acompanhados a todo o momento por profissionais de reabilitação”, acrescenta a representande do CHL.
“Estamos a trabalhar diariamente para melhorar ainda mais o projeto e as sinergias entre todos os parceiros, e cremos que os nossos utentes poderão aprender os exercícios e integrá-los na sua rotina diária, assim como, no futuro, beneficiar de novos protocolos para outras patologias”, refere a Dr.ª Mafalda Bártolo, diretora do serviço de Medicina Física e Reabilitação do CHL, acrescentando que “estão de parabéns também os utentes, que receberam muito bem o programa e o cumprem de forma exemplar”.
Desde o início do mês de março, foram incluídos no programa cerca de 50 doentes, que realizaram o plano de exercícios definido num regime de cinco a sete dias de tratamento por semana, durante quatro semanas. Sendo possível acompanhar 30 doentes em simultâneo por mês, estima-se que este programa inovador possa chegar a cerca de 200 doentes em 2018.
A seleção dos doentes começou a ser feita a partir da lista de espera existente para fisioterapia. Atualmente, os doentes que são enviados à consulta de Fisiatria com patologia degenerativa do ombro ou joelho, e cumprem os restantes critérios para o programa de telerreabilitação, são referenciados diretamente para este programa de exercício terapêutico domiciliário.













