Atualmente, a informação está facilmente à disposição de todos – a expressão “Google it” retrata bem esta realidade. Contudo, se por um lado a revolução do mundo digital veio facilitar o acesso, por outro esta informação, tão abundante e acessível, não é filtrada, pelo que nem sempre é a mais correta.
Desta forma, o fenómeno da má informação pode ter efeitos prejudiciais à Saúde.
“A banalização da saúde é um tema urgente e que precisa de ser analisado, até porque os hábitos dos portugueses estão a mudar, nomeadamente em relação às dietas e regimes alimentares, e nem sempre para bem”, refere o Dr. Nuno Palas, diretor clínico do IMP.
“A saúde e a nutrição são temáticas fulcrais para o bem-estar das pessoas, e há uma desvalorização cada vez maior por parte da sociedade em relação a estes temas, uma vez que preferem a informação de fácil acesso e se deixam guiar pelos hábitos alimentares dos influenciadores digitais, sem olharem às necessidades individuais de cada um”, acrescenta o nutricionista.
As dietas da moda, os alimentos trendy, os regimes alimentares, as técnicas de emagrecimento mais rápidas e a obsessão pelo corpo perfeito, entre muitos exemplos, têm vindo a desvalorizar a palavra e o papel dos profissionais de saúde, que por vezes atuam já em situações de emergência. Já no campo da Medicina Estética, o problema de tratamentos mal executados por profissionais errados tem revelado ser também um problema.
Além do Dr. Nuno Palas, a mesa-redonda vai contar com a participação da Dr.ª Marta Figueiredo, psicóloga que atua nas áreas da Psicopatologia do adulto, perturbação de ansiedade, perturbação de humor e perturbação do comportamento alimentar, e da Dr.ª Joana Graça, especialista em Medicina Estética pela Universidade Alcalá de Henares de Madrid. Ao leque de oradores junta-se ainda Sofia Salgado Mota, autora do blogue Pedaços de Nós, que procura dar o seu testemunho sobre o tema enquanto influenciadora digital.













