ESOC 2018: edoxabano demonstra uma redução da taxa de hemorragias intracranianas em relação à varfarina
24/05/2018 15:52:15
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ESOC 2018: edoxabano demonstra uma redução da taxa de hemorragias intracranianas em relação à varfarina

A Daiichi Sankyo Europe GmbH anunciou recentemente novos dados de uma subanálise do estudo ENGAGE AF-TIMI 48, que demonstram que os doentes com fibrilhação auricular (FA), tratados com edoxabano para a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) ou evento tromboembólico, reduziram as taxas dos diferentes tipos de hemorragias intracranianas (HIC, hemorragia no interior do crânio) quando comparados com os que tomaram varfarina. Os dados foram apresentados no 4.º European Stroke Organisation Congress (ESOC), que decorreu entre os dias 16 a 18 de Maio, em Gotemburgo, Suécia.

Ao fornecer novos dados sobre as taxas de HIC, a subanálise mostrou uma redução de 42% na HIC espontânea (HR 0,58 [0,41-0,81]) e uma redução de 62% na HIC traumática (HR 0,38 [0,23-0,63]) entre os doentes que tomaram edoxabano (dose de 60 mg com redução para 30 mg, uma vez ao dia) em comparação com os que fizeram varfarina. Estes resultados são baseados no corpo de evidências que suportam o uso do edoxabano na prática clínica e seguem os resultados do estudo ENGAGE AF-TIMI 48, onde o edoxabano demonstrou não-inferioridade em relação à varfarina na prevenção de AVC ou do evento tromboembólico em doentes com FA, com reduções significativas na mortalidade cardiovascular e hemorragias major.

Num comunicado divulgado à comunicação social, o coautor do estudo Dr. Robert P. Giugliano, da Divisão de Medicina Cardiovascular do Brigham and Women's Hospital, na Harvard Medical School, Boston, EUA, refere que “os novos anticoagulantes orais são cada vez mais utilizados na prática clínica e é fundamental que continuemos a expandir a nossa compreensão dessas terapias em grupos particulares de doentes ajudando a informar e a otimizar os cuidados prestados”.
"Os resultados da subanálise do estudo ENGAGE AF-TIMI 48 sugerem que o edoxabano oferece uma vantagem sobre a varfarina em doentes que precisam de anticoagulação e estão em risco de HIC, o que fornece orientação e oferecemais segurança aos médicos em relação ao seu uso", acrescenta o especialista.

A HIC é um tipo de hemorragia que ocorre dentro do crânio, dentro do parênquima encefálico ou nos espaços meníngeos circundantes.2 Pode ter sérias implicações ao longo da vida para os doentes e a sua taxa de mortalidade é três vezes superior à de um AVC isquémico.4

A subanálise fornece mais informações sobre os resultados com a utilização do edoxabano em comparação com a varfarina, com os doentes tratados com edoxabano (60 mg com redução para 30 mg, uma vez por dia) com taxas mais baixas de hemorragia intraparenquimatosa cerebral (HIC) (HR 0,55 [95% IC 0.38-0.78]) e hematoma subdural (HR 0.36 [0.22-0.58]), e taxas semelhantes de hemorragia subaracnóidea e acidente vascular cerebral isquémico com transformação hemorrágica (ambos p> 0.05).1

"Estes dados fornecem mais informações sobre os benefícios do edoxabano e o seu uso para alcançar os melhores resultados possíveis para os doentes com FA", refere o Dr. Wolfgang Zierhut, MD, chefe da área terapêutica Antitrombótica e Cardiovascular da Daiichi Sankyo Europe. "Continuamos comprometidos com o avanço da compreensão do edoxabano e estes dados contribuem para o crescente corpo de evidências que apoiam seu uso", acrescenta.

Estas descobertas mais recentes da subanálise do estudo ENGAGE AF-TIMI 48 estão alinhadas com o guia da European Heart Rhythm Association de 2018 sobre o uso dos novos anticoagulantes orais em doentes com fibrilhação auricular, publicado em março de 2018. As guidelines recomendam a utilização de NOAC’s em detrimento da varfarina para a prevenção de AVC em doentes elegíveis com FA, devido à redução do risco de hemorragias intracranianas, o que tem sido consistentemente observado em vários estudos.


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