Porto Vascular Conference 2018: crescimento sustentado e internacionalização marcam esta edição
17/05/2018 17:59:27
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Porto Vascular Conference 2018: crescimento sustentado e internacionalização marcam esta edição

Teve início nesta quinta-feira, dia 17 de maio, a Porto Vascular Conference (PVC), que este ano decorre ao longo de três dias, no Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Nas palavras do Prof. Doutor Armando Mansilha, chairman do evento, os principais objetivos da conferência passam pelo crescimento sustentado em qualidade e reforço da aposta na internacionalização, numa edição que marca pela diferença do que até agora tem sido feito.

 

“A edição de 2018 da PVC tem, de facto, algumas diferenças que decorrem do crescimento sustentado ao longo das cinco edições anteriores”.

Uma das principais diferenças está no número de participantes, que, este ano, ultrapassa os 750. Ainda assim, e como o especialista assegura, “a nossa aspiração não é bater o número recorde de presenças em edições anteriores, mas poder contar com mais pessoas em sala pela qualidade do evento, do programa científico e das preleções”.

O facto de se registarem perto de 100 presenças em termos de assistência internacional em plenário é, também, algo novo. Além disso, o evento conta com uma international faculty composta por 30 especialistas “mundialmente reconhecidos, provenientes de um total de 15 países, onde desempenham importantes cargos institucionais. Alguns destes especialistas ocupam também cargos de destaque nas principais sociedades científicas europeias e internacionais”.

Apesar de não querer destacar nenhum convidado internacional, o Prof. Doutor Armando Mansilha afirma que, no que diz respeito à national faculty, o primeiro presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Vascular, Prof. Doutor António Braga, é uma referência, tanto a nível nacional, como a nível internacional.

Ao longo dos três dias de conferência, “a abrangência temática é total, ou seja, temos workshops sobre doença venosa crónica – varizes, trombose venosa profunda –, doença arterial periférica, tecnologia endovascular, anticoagulantes orais, aneurisma da aorta abdominal, acessos vasculares para hemodiálise, escleroterapia e malformações, entre outros”.

Quanto aos principais desafios que se colocam, em Portugal, às boas práticas da especialidade de Angiologia e Cirurgia Vascular, o Prof. Doutor Armando Mansilha destaca os que considera serem os mais urgentes.

Primeiro que tudo, aponta a inexistência de dados epidemiológicos concretos a nível nacional. De seguida, menciona a também inexistência de registos nacionais dos procedimentos realizados na área. Além disso, o facto de o rastreio do aneurisma da aorta abdominal não constar ainda no Programa Nacional de Rastreios é algo que não compreende. Por fim, alerta para o pé diabético, declarando que esta “sensibilidade tem de existir para evitar amputações”.

Como conselho aos participantes, o chairman do evento deixa a ressalva: é fundamental que aproveitem aquele espaço para discussão e participação ativa, para que se possa continuar a evoluir em termos clínicos, científicos e profissionais.

 


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