Criado Grupo de Trabalho para a Requalificação do Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa
19/03/2018 16:44:12
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Criado Grupo de Trabalho para a Requalificação do Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa

Na passada quinta-feira, 15 de março, foi publicado em Diário da República um despacho que determina a criação do Grupo de Trabalho para a Requalificação do Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa (GT-RDAE), coordenado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), o Prof. Doutor João Morais. Com esta medida, a SPC pretende contribuir para que todos os cidadãos usufruam do direito a ser reanimados.

O Grupo tem como missão a análise do Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa (PNDAE) e a elaboração de um relatório com propostas devidamente fundamentadas que permitam desenvolver e disseminar a utilização da desfibrilhação automática externa (DAE) em Portugal, como também melhorar o acesso das vítimas em paragem cardiorrespiratória (PCR) a esta medida life saving.

Neste sentido, a SPC explica, em comunicado, que pretende contribuir para que “todos os cidadãos usufruam do direito a ser reanimados, ou seja, que num episódio de morte súbita, e enquanto as equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não chegam, os portugueses possam contar com a ajuda de cidadãos com formação para aplicar Suporte Básico de Vida e que possam aceder e manusear um DAE, caso tenham formação para o efeito”. A Sociedade pretende, deste modo, apostar na “formação em Suporte Básico de Vida e DAE e na acessibilidade a um DAE".

Outro objetivo do GT-RDAE passa por mudar a conjuntura nacional. A SPC explica que, "de acordo com o Registo Nacional de Paragem Cardio-respiratória Pré-hospitalar partilhado pelo INEM, em 2016, dos 12 mil casos de tentativas de ressuscitação em que as manobras de reanimação cardiopulmonar foram aplicadas, apenas 681 cidadãos chegaram vivos ao hospital, ou seja, há uma mortalidade de 95% na rua". Neste sentido, a Sociedade considera que "apesar de todos reconhecerem que o número de sistemas de cardio-desfibrilhação em locais públicos dever ser maior, o número de pessoas aptas e com autorização para utilizar os DAE´s é ainda muito inferior ao desejável e mesmo o número de pessoas com formação em Suporte Básico de Vida é muito reduzido".

A 9 de janeiro, a SPC propôs formalmente à Comissão Parlamentar de Saúde a criação de um grupo de trabalho exclusivamente dedicado ao tema da prevenção da morte súbita, do qual fizesse parte entidades como o INEM, a Cruz Vermelha, os Bombeiros, o Conselho Português de Ressuscitação, a SPC e outras entidades que, em conjunto, pudessem avaliar e rever o Decreto-Lei 184/2012, apresentando um conjunto de medidas que promovam o direito de todos os portugueses a serem reanimados.


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019