Grupo Hepatológico Transmontano cria rede para diagnosticar e tratar doenças do fígado
17/01/2018 11:41:13
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Grupo Hepatológico Transmontano cria rede para diagnosticar e tratar doenças do fígado

O Grupo Hepatológico Transmontano junta as unidades de saúde dos distritos de Bragança e de Vila Real para um trabalho em rede de diagnóstico e tratamento das doenças do fígado, que possuem uma prevalência preocupante neste território. O projeto junta o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste e os agrupamentos de centros de saúde dos dois distritos.

De acordo com os promotores da iniciativa, trata-se de um “grupo pioneiro” no país, que vai trabalhar em rede e juntar conhecimentos, sinergias e doentes, tendo como objetivo, também, evitar deslocações dos utentes ao litoral. “As doenças de fígado, em Trás-os-Montes, são algo de muito característico e de muito comum, possuindo uma prevalência muito elevada, principalmente a doença hepática provocada pelo álcool”, sublinha o diretor da Unidade de Hepatologia do CHTMAD, Dr. José Presa Ramos. O objetivo do projeto, segundo o responsável, é criar uma #rede de conhecimento e de partilha” entre as unidades hospitalares de Vila Real e Bragança, de modo que seja possível tratar o maior número possível de doentes na região, evitando as deslocações para os hospitais do Porto.

O diretor clínico do CHTMAD, Dr. João Gaspar, salienta que os médicos dos centros de saúde “estão na linha da frente” da deteção das doenças e, por isso, está a ser feito um trabalho de divulgação do Grupo Hepatológico junto dos cuidados de saúde primários.

O tratamento será, depois, uma decisão conjunta entre os especialistas das unidades hospitalares, que podem recorrer à videoconferência para discutir os casos, tornando o processo mais rápido.

O projeto visa também uma partilha de meios humanos e tecnológicos, como a Radiologia de Intervenção do CHTMAD, que começará a dar resposta à ULS Nordeste.

A diretora clínica dos cuidados hospitalares da ULS do Nordeste, Dr.ª Eugénia Madureira, destaca a importância da “colaboração entre instituições” que geograficamente são vizinhas. “Evitamos muitas vezes deslocações desnecessárias a hospitais do litoral. Temos possibilidade de, na maior parte das situações, resolvermos dentro de Trás-os-Montes. Esse é um dos objetivos”, frisa. Por fim, elenca ainda o objetivo de “evitar o esvaziamento do interior”.

Estes são territórios onde se verifica um elevado consumo de álcool e má alimentação e onde existem quatro estabelecimentos prisionais, dois no distrito de Vila Real e dois em Bragança, cuja população constitui um grupo de risco em relação às hepatites. Em 2017, foram seguidos 2.500 utentes com doença hepática na unidade do CHTMAD.

O Dr. João Gaspar afirma que se pretende criar um “centro de referência da Hepatologia, à semelhança do que foi feito, por exemplo, para a área oncológica”. E acrescenta: “É um universo grande de doentes e é o desiderato da própria Organização Mundial da Saúde (OMS) fazer a erradicação da hepatite C até 2030. Este é o início, uma campanha que estamos a fazer”.

 

Fonte: SNS 

 


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