Número de interrupções da gravidez volta a diminuir
13/12/2017 15:37:42
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Número de interrupções da gravidez volta a diminuir

O número de interrupções da gravidez (IG) voltou a diminuir no ano passado. No total foram realizadas 15.959 interrupções, menos 69 que em 2015, de acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS). As interrupções por opção da mulher nas primeiras dez semanas constituem cerca de 96,6 % dos casos, sendo que quase metade destas mulheres já tinha um ou dois filhos.

Quanto às principais novidades encontra-se a categoria das “trabalhadoras não qualificadas” que foi predominante (21,31 %) e ultrapassou, pela primeira vez, a de “desempregado” (18,62 %). Em terceiro lugar surge a categoria de “estudante”, com 15,96 % das IG realizadas em 2016. Sobre o grau de instrução, o relatório dos registos das interrupções da gravidez indica que mais de um terço das mulheres tem o ensino secundário.

Por idades, o grupo etário entre os 20 e os 24 anos foi o que mais IG praticou, seguindo-se o situado entre os 25 e os 29 anos e, em terceiro lugar, o grupo entre os 30 e os 34 anos. Em relação à distribuição das interrupções por regiões de saúde, estas foram mais frequentes na região de Lisboa e Vale do Tejo (55,09 %) e no Norte (23,53 %).

Segundo o relatório, “entre as mulheres que efetuaram uma IG em 2016, 70 % nunca haviam realizado anteriormente uma interrupção, 21,7 % realizaram uma, 5,9 % haviam realizado duas e 2,4 % já haviam realizado três ou mais no decorrer da sua idade fértil”. De destacar ainda que entre estas 1,5 % já tinha tido um parto no mesmo ano e 1,7% já tinham realizado uma IG também em 2016.

O relatório acrescenta que, em relação às IG realizadas em instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 55,7 % decorreram do acesso direto das mulheres à consulta hospitalar (iniciativa própria), 33,9 % tiveram uma referenciação prévia dos cuidados de saúde primários (encaminhamento do centro de saúde) e 4,6 % resultaram do encaminhamento de outras unidades hospitalares públicas.

Em 2016, 71,7 % das IG por opção da mulher foram realizadas pelo método medicamentoso e 27,2 % pelo método cirúrgico. “Nas unidades do SNS, a grande maioria das interrupções (98,3 %) foi realizada utilizando o método medicamentoso, tendo aumentado 0,3 % comparativamente a 2015”, lê-se no relatório.

Fonte: SNS


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