Reformas antecipadas devido a doenças reumáticas custam 600 milhões de euros por ano
22/11/2017 15:53:16
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Reformas antecipadas devido a doenças reumáticas custam 600 milhões de euros por ano

O alerta é deixado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia que insiste que são precisos mais serviços da especialidade no país. “As doenças reumáticas são doenças para a vida. Temos as ferramentas, temos os médicos, temos as análises e os marcadores que permitem o diagnóstico precoce, temos os registos, temos o tratamento, mas os doentes reumáticos continuam a não ser tratados devidamente”, afirma o Dr. Canas da Silva.

De acordo com a informação divulgada pela Sociedade, as doenças reumáticas atingem cerca de 0,7% dos portugueses e são a 4.ª causa de dor crónica no nosso país. No entanto, garante o especialista “a reumatologia, continua a não ter um número de suficiente de serviços de reumatologia alocados que permitam uma adequada cobertura nacional”, isto “apesar de ser a especialidade médica responsável pelo acompanhamento de doenças com a maior morbilidade em Portugal”.

Numa conferência promovida pela APIFARMA, “Artrite Reumatoide: Contributos para um Diagnóstico Precoce”, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia deixou claro que as doenças reumáticas não são uma prioridade nacional, “por não terem o mediatismo de outras doenças com taxas de mortalidade elevadas”. No entanto, a entidade avisa que o diagnóstico precoce permitiria diminuir significativamente os custos que a doença acarreta para o Estado “pois, quanto mais avançada estiver a doença, mais cuidados e medicação são necessários”. “Num cenário idêntico ao que hoje se verifica, a poupança poderia mesmo chegar aos 1.800 euros por doente diagnosticado precocemente, o que somaria 51 milhões de euros no final do ano”, lê-se no comunicado de imprensa. Segundo o Dr. Canas da Silva, a visibilidade destas doenças passa pela definição de uma estratégia que permita a literacia da população, uma referenciação precoce para a especialidade, a instituição de terapêuticas modificadoras e um seguimento feito por uma equipa multidisciplinar.

A Sociedade recorda que desde 2002 que o país está à espera que abram 13 novas unidades de reumatologia, e, neste contexto, os doentes continuam a não ser tratados corretamente: o doente demora cerca de dois anos a ter um diagnóstico, quando o recomendável é que o diagnóstico seja feito até um máximo de seis meses, altura em que ainda é possível prevenir o dano estrutural e as sequelas articulares”.


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