Diminuição da atrofia da substância cinzenta cortical com teriflunomida associada ao atraso da conversão para EMCD
06/11/2017 16:22:21
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Diminuição da atrofia da substância cinzenta cortical com teriflunomida associada ao atraso da conversão para EMCD

A Sanofi Genzyme anunciou recentemente novos dados de investigação que sugerem que a diminuição da perda de volume (atrofia) da substância cinzenta cortical com teriflunomida está associada com o atraso da conversão para esclerose múltipla clinicamente definitiva (EMCD).

Os dados, do estudo de Fase III TOPIC em doentes com um primeiro episódio clínico sugestivo de esclerose múltipla (EM), incluem resultados de doentes tratados durante dois anos no estudo principal e até quatro anos no estudo de extensão. Estes resultados, de uma análise post hoc do estudo TOPIC, foram apresentados durante a 7.ª Reunião Conjunta das Comissões Europeia e Americana para a Investigação e Tratamento da Esclerose Múltipla (ECTRIMS-ACTRIMS).

O teriflunomida reduziu significativamente a perda de volume da substância cinzenta cortical (VSCC) ao longo de dois anos, quando comparado com o placebo. Verificou-se uma associação significativa entre a perda de VSCC e a conversão para EMCD. Além disso, teriflunomida diminuiu o risco de conversão para EMCD. Ocorreu uma associação significativa da perda de VSCC com a conversão para EMCD em todos os pontos temporais avaliados (meses 6, 12, 18 e 24). Para cada 1% de diminuição do VSCC, a percentagem de aumento do risco de conversão para EMCD foi de 17,5% (p=0,0007); 12,4% (p=0,0099); 14,2% (p=0,0009) e 14,5% (p=0,0005), respetivamente.

Foi observado um efeito terapêutico significativo de teriflunomida risco de conversão para EMCD relativamente ao placebo aos meses 12, 18 e 24. A redução do risco nos meses 12, 18 e 24 foi de 46,3% (p=0,0220), 42,1% (p=0,0260) e 46,6% (p=0,0085), respetivamente. A redução do risco no mês 6 foi de 50,5% (p=0,0648).

A fim de avaliar a associação entre a perda de VSCC e a conversão para EMCD no seguimento a quatro anos em doentes que continuaram no estudo de extensão TOPIC, a totalidade da população, independentemente do tratamento atribuído (teriflunomida 14 mg, 7 mg ou placebo), foi categorizada em três grupos. O Grupo 1 (140 doentes) apresentou a menor perda de VSCC e o grupo 3 (94 doentes) apresentou a maior perda de VSCC. A maioria dos doentes (251) apresentou níveis intermédios de perca de VSCC, tendo sido colocada no Grupo 2.

No ano 4, os doentes do Grupo 1 apresentaram um risco de conversão para EMCD 45,1% inferior aos do Grupo 3 (p=0,0104) e os doentes do Grupo 2 um risco 34,5% inferior aos do Grupo 3 (p=0,0361).

“Os doentes que apresentaram menor atrofia cerebral tiveram menor probabilidade de desenvolver EM clinicamente definitiva”, explica o Prof. Doutor Robert Zivadinov, professor de Neurologia na Universidade de Buffalo, Nova Iorque, EUA. “Os efeitos de teriflunomida na redução da perda de VSCC e a relação entre a perda de VSCC e a conversão para EMCD fornecem informações sobre a forma como teriflunomida pode ter um impacto na inflamação inicial e nos elementos neurodegenerativos da EM”.

O teriflunomida foi aprovado em mais de 70 países, com pedidos de comercialização adicionais em revisão pelas autoridades regulamentares a nível global. Mais de 80 mil doentes estão atualmente em tratamento com teriflunomida, disponível comercialmente em todo o mundo.

O teriflunomida é um modulador do sistema imunitário com propriedades anti-inflamatórias. Apesar do mecanismo de ação exato teriflunomida Aubagio ainda não ser totalmente conhecido, poderá envolver uma redução no número de linfócitos ativados no sistema nervoso central (SNC). O teriflunomida é sustentado por um dos principais programas clínicos de terapêutica da EM, com mais de cinco mil participantes em ensaios, em 36 países.


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