Será que a população conhece os riscos da exposição visual a dispositivos digitais?
25/10/2017 16:42:45
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Será que a população conhece os riscos da exposição visual a dispositivos digitais?

Com o objetivo de avaliar a perceção que os consumidores têm sobre o uso prolongado de dispositivos digitais e o impacto que o mesmo pode ter na saúde ocular e na visão a longo prazo, a Novartis em parceria com o Dr. Esen Akpek, desenvolveu um estudo sobre a tensão ocular causada pelos ecrãs. Os resultados revelam que apenas 30% dos inquiridos sabem o que é a síndrome visual dos computadores.

Apesar de praticamente metade dos consumidores afirmarem que usam regulamente vários dispositivos digitais em simultâneo, e a maioria garantir que aumentou a utilização de destes aparelhos em relação ao ano anterior, tendência que deve manter-se no futuro, o estudo divulgado pela Novartis mostra que apenas 30% dos inquiridos sabem o que é a síndrome do olho seco.

Nesta investigação, os consumidores relataram ter sintomas como olho seco, irritação, visão turva, fadiga ocular e dores de cabeça após duas horas a olhar para um ou mais dispositivos digitais: a dor de cabeça foi o sintoma mais comum, apontado por 55% dos consumidores.

Conforme explica a Novartis em comunicado de imprensa, a síndrome visual dos computadores é um problema de saúde pública emergente, epidémico e global, que afeta entre 60 a 90% dos utilizadores de computador e é uma das principais causas de olho seco. Por sua vez, a síndrome do olho seco manifesta-se em 25% da população mundial, “sendo mais frequente na mulher e no idoso”, lê-se no documento. Em Portugal, cerca de 33% das pessoas com mais de 65 anos sofrem desta patologia.

O estudo desenvolvido com o objetivo de avaliar a perceção dos utilizadores quanto às consequências do contacto prolongado com ecrãs revela que a maioria dos entrevistados (64%) não está familiarizada com os sintomas da síndrome visual do computador, nem preocupada com os efeitos do uso prolongado destes dispositivos. A maioria garante que é obrigada a usar dispositivos digitais durante quatro ou mais horas diárias e que a entidade patronal não oferece qualquer formação para minimizar a síndrome visual do computador.

O estudo foi realizado entre fevereiro e março do presente ano, pela Novartis, em colaboração com o Prof. Doutor Esen Akpek de Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

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