Mais de 650 camas do SNS são ocupadas por internamentos sociais
23/10/2017 14:22:42
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Mais de 650 camas do SNS são ocupadas por internamentos sociais

No total há 655 camas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que são ocupadas com internamentos por causas sociais, justificados pela falta de resposta na rede de cuidados continuados.   Os dados foram recentemente divulgados pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), através do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS).

Citado em comunicado de imprensa, Alexandre Lourenço, presidente da APAH, alerta para a necessidade de desenvolver a rede de cuidados continuados de forma a combater este problema: “Pela primeira vez quantificámos a dimensão dos internamentos inapropriados por motivos sociais revelando-se que apesar de existir muito a fazer internamente (por exemplo ao nível da melhoria da gestão das e readequação da resposta a uma população cada vez mais envelhecida), os hospitais não podem resolver esta questão isoladamente, sendo necessário desenvolver a rede de cuidados continuados e politicas ativas de apoio às famílias e cuidadores informais para apoio à população acima dos 65 anos”.

A recolha de dados do BIS, uma iniciativa da APAH que conta com o apoio institucional do Ministério da Saúde, conclui que 655 camas, o equivalente a 5% das camas disponíveis, em 79% dos hospitais do SNS, estão ocupadas por internamentos sociais. Mais de metade destes casos localizam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (52%) e, nesta região, a média de tempo dos internamentos inapropriados encontra-se na ordem dos 92 dias.

No documento enviado às redações, a APAH revela que para a generalidade dos hospitais auscultados, a média de dias de internamento inapropriado está nos 67,2, o que corresponde a uma despesa de 16,5 milhões de euros. Assim, ao final de um ano, os internamentos inapropriados por motivos sociais têm um impacto superior a 68 milhões de euros para o Estado.

O BIS revela ainda que os episódios de internamentos sociais são, maioritariamente, de origem médica (75%), seguindo-se os cirúrgicos (23%) e outros não classificados (2%). O género feminino está em maioria, com uma percentagem de 52% (face aos 48% do género masculino).

Quando às idades, 28% correspondem a pessoas entre os 18 e os 65 anos, 34% referem-se ao intervalo entre os 65 e os 80 anos e 37% dizem respeito a internamentos de utentes com mais de 80 anos, e apenas 1% respeita a pessoas com idade inferior a 18 anos.

Até ao momento não existiam dados quantitativos nacionais sobre o fenómeno de internamentos sociais que permitissem atuar sobre o problema. O objetivo da APAH, com o suporte da EY, é a monitorização periódica deste fenómeno, para desenvolver ações conjuntas para minimizar o seu impacto.


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