Transformação digital: “7 Top Trends” para empresas do setor da Saúde
19/10/2017 15:09:04
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Transformação digital: “7 Top Trends” para empresas do setor da Saúde

No âmbito da 2.ª edição do Beyond – Portugal Digital Revolutions, um movimento de reflexão e debate sobre a temática da transformação digital, a EY Portugal divulga “7 Top Trends” para as empresas da Saúde, um setor que tem procurado acompanhar a evolução tecnológica na era digital mas que enfrenta agora os desafios trazidos pela digitalização.

1 - Centralização no consumidor/paciente e desenho de novas experiências de interação

O paciente é cada vez mais um consumidor de serviços de saúde que exigirá qualidade de excelência e uma experiência de consumo consistente e inovadora. Os vários intervenientes da cadeia de valor vão focar-se em novos aspetos e paradigmas, como mudanças nos padrões de consumo, a monitorização da satisfação e a criação de novos pathways de cuidados.

2 - Entrada de novos concorrentes e novos modelos de negócio

A estratégia e modelos de negócio irão reajustar-se ao modelo digital e a novos paradigmas tecnológicos. São exemplos a venda de serviços pelas farmacêuticas numa lógica “beyond the pill” e a entrada de players de outros setores, como as telecomunicações, na cadeia de valor como soluções de e-health.

3 - Wearables e a IoT

A proliferação dos wearables e tecnologias IoT (exemplo: sensors de queda ou respiratórios) são já uma realidade na monitorização pessoal de indicadores de saúde. Estas inovações são catalisadores de novos paradigmas de relacionamento com o paciente/consumidor e importantes na melhoria da segurança, na redução de custos e na capacidade de atingir as expetativas de um consumidor de serviços de saúde cada vez mais exigente.

4 - Big Data e a Inteligência Artificial

A Medicina envolve heurística e algoritmos baseados em regras e inputs de sintomas e resultados de exames e observações. Este é um terreno fértil para a inteligência artificial que pode suportar estes algoritmos com níveis cada vez mais elevados de precisão para diagnóstico e prescrição. Este facto é exponenciado com o potencial analítico crescente de várias fontes de dados: imagine a combinação de informação do registo clínico de um paciente com a monitorização 24x7 de dados proveniente te sensores acerca da sua dieta, níveis de atividade, etc. Quando isto acontecer de forma estruturada, estaremos perante um paradigma disruptivo na prestação de cuidados.

5 - A redefinição do prestador de serviços de saúde

Consegue imaginar clones digitais de especialistas reais de várias áreas da Medicina a darem conselhos personalizados e apoio numa variedade de temas médicos? Na Universidade do Sul da Califórnia está em desenvolvimento o médico avatar que parece e soa como o próprio médico, numa articulação entre tecnologia de realidade virtual e inteligência artificial, maximizando o tempo de qualidade com o paciente e em estreita ligação com o médico ou profissional de saúde. Estes novos paradigmas são fundamentais para otimizar a prestação de cuidados, reduzir o desperdício e conseguir a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

6 - Telemedicina

Com o desenvolvimento tecnológico e a expansão das redes móveis, a Telemedicina tem as condições para se desenvolver. Considerada uma melhor abordagem, versus a visita física ao médico, para monitorizar e apoiar, por exemplo, doenças crónicas, permite poupar tempo e dinheiro e dar aos pacientes melhor qualidade, evitando deslocações demoradas e por vezes percorrendo longas distâncias.

7 - Novo modelo de empresas seguradoras e foco nos resultados em saúde

As pressões para a redução de custos e uma perceção de incremento do risco têm levado seguradoras tradicionais a juntarem-se a empresas de capital de risco procurando pensar o seguro de saúde de forma diferente. Há a expetativa de que estas startups seguradoras-tecnológicas possam em simultâneo controlar os custos e promover uma melhor relação com os clientes, utilizando modelos remuneratórios focados nos resultados (outcomes) e não nos tradicionais modelos de pagamento por serviço prestado.

Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019