Saúde Mental: Número de suicídios estabiliza em cerca de mil casos por ano
Saúde Mental: Número de suicídios estabiliza em cerca de mil casos por ano

Desde 2010 que a taxa de mortes por suicídio em Portugal se mantém estável, em cerca de mil casos por ano. Esta é uma das principais conclusões do Relatório do Programa Nacional para a Saúde Mental 2017, apresentado ontem de manhã no Jardim Botânico, em Lisboa.

“O suicídio estabilizou. Em cada 100 mil habitantes mantém-se a probabilidade de dez se suicidarem”, revelou o Dr. Francisco George, na cerimónia que assinalou o Dia Mundial da Saúde Mental. O número de suicídios é mais significativo na região do Alentejo e a taxa de mortalidade por suicídio tem maior incidência na faixa etária igual ou superior a 65 anos. Na maioria dos casos afeta pessoas com doenças mentais graves.

Quanto ao consumo de psicofármacos em Portugal, o diretor-geral da Saúde notou que houve uma descida nos ansiolíticos, em cerca de um milhão de doses diárias definidas (DDD), uma estabilização dos fármacos para as psicoses e um aumento do consumo de antidepressivos.

No entanto, os portugueses compraram cerca de 20 milhões de embalagens de psicofármacos no ano passado, o que corresponde a um gasto de 216 milhões de euros. Recorde-se que, também a propósito a propósito destes valores, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) demonstrou a sua preocupação pela falta de “uma estratégia integrada para a promoção da saúde mental e para a prevenção das perturbações mentais”. Em comunicado de imprensa, os psicólogos alertaram para a necessidade de “privilegiar mais a prevenção do que a remediação”.

 

Metas para 2020 e uma promessa do governo

O Serviço Nacional de Saúde pretende aumentar em 25 % o registo das perturbações mentais nos cuidados de saúde primários e inverter a tendência da prescrição de medicamentos para o tratamento da ansiedade, na população, através da sua estabilização. Para tal, o relatório ontem apresentado reconhece a necessidade de criar equipas comunitárias de Saúde mental em todos os serviços locais; criar unidades de internamento para adultos em todos os hospitais gerais e “revisitar o modelo de gestão dos serviços de Saúde Mental”.

À margem da cerimónia, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Prof. Doutor Fernando Araújo, anunciou que o financiamento dos hospitais na área da Saúde Mental vai mudar no próximo ano, passando as unidades a receber por doente e não por número de consultas ou de internamentos. O objetivo, esclareceu, "passa por tratar mais facilmente os doentes na comunidade ou no domicílio, desinstitucionalizando-os, sem que as unidades de saúde percam o financiamento".


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