A inadequação do período de internamento aumenta o risco de infeções nosocomiais, de malnutrição, de depressão, de quedas e de agravamento dos estados de dependência. O seu impacto na ocupação de camas hospitalares passa a congestionar os serviços de urgência, tendo como consequência a degradação dos cuidados de saúde ao doente. A incapacidade das famílias e a falta de respostas na comunidade têm sido apontadas como as principais razões para o prolongamento dos internamentos. Apesar da relevância do problema, não existem dados quantitativos nacionais sobre o fenómeno de internamentos sociais que permitam atuar sobre o problema.
A primeira iteração do Barómetro ocorreu com sucesso na passada segunda-feira, dia 2 de outubro, envolvendo 88% dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A apresentação dos resultados finais será feita pelo Prof. Doutor Alexandre Lourenço, presidente da APAH, e terá lugar no dia 21 de outubro, aquando da realização da 3.ª Conferência de Valor, em Évora.
Segundo o Prof. Doutor Alexandre Lourenço, “é nosso objetivo fazer o levantamento de dados, reais e criar as condições para que os diferentes setores encontrem, em conjunto, uma solução para o problema, com vista à melhor qualidade de cuidados prestados da forma mais eficiente para o Estado”.













