Administradores hospitalares procuram soluções para doentes com alta clínica e sem apoio
04/10/2017 15:49:55
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Administradores hospitalares procuram soluções para doentes com alta clínica e sem apoio

O prolongamento dos episódios de internamento hospitalar para além do período clinicamente necessário conduz a complicações evitáveis para o doente e para o sistema de Saúde. A fim de estudar e dar relevo a esta problemática, mas também para fomentar ações conjuntas que minimizem o impacto dessas complicações, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) criou o Barómetro de Internamentos Sociais, um instrumento para a medição periódica deste fenómeno, que conta com o apoio do Ministério da Saúde e o suporte da EY.

A inadequação do período de internamento aumenta o risco de infeções nosocomiais, de malnutrição, de depressão, de quedas e de agravamento dos estados de dependência. O seu impacto na ocupação de camas hospitalares passa a congestionar os serviços de urgência, tendo como consequência a degradação dos cuidados de saúde ao doente. A incapacidade das famílias e a falta de respostas na comunidade têm sido apontadas como as principais razões para o prolongamento dos internamentos. Apesar da relevância do problema, não existem dados quantitativos nacionais sobre o fenómeno de internamentos sociais que permitam atuar sobre o problema.

A primeira iteração do Barómetro ocorreu com sucesso na passada segunda-feira, dia 2 de outubro, envolvendo 88% dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A apresentação dos resultados finais será feita pelo Prof. Doutor Alexandre Lourenço, presidente da APAH, e terá lugar no dia 21 de outubro, aquando da realização da 3.ª Conferência de Valor, em Évora.

Segundo o Prof. Doutor Alexandre Lourenço, “é nosso objetivo fazer o levantamento de dados, reais e criar as condições para que os diferentes setores encontrem, em conjunto, uma solução para o problema, com vista à melhor qualidade de cuidados prestados da forma mais eficiente para o Estado”.


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