SPMI alerta: "cuidados paliativos introduzidos tarde de mais"
15/09/2017 16:47:37
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SPMI alerta: "cuidados paliativos introduzidos tarde de mais"

No âmbito das 1.ªs Jornadas do Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa (NEMPal) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) decorrem amanhã, 16 de setembro, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, a Dr.ª Elga Freire, coordenadora do Núcleo de Estudos, deixa um alerta: os cuidados paliativos continuam a ser muito associados às doenças oncológicas e introduzidos apenas numa fase terminal.

“Uma vez que grande parte das ações de formações e reuniões científicas no âmbito de cuidados paliativos se dedicam sobretudo aos doentes oncológicos, quer a população em geral, quer a população médica ainda associa estes cuidados a esta área”, começa por explicar a especialista. No entanto, prossegue, “já é consensual que deve haver uma introdução precoce dos cuidados paliativos no tratamento das doenças oncológicas e não oncológicas, a par de todos os outros cuidados, mesmo que o objetivo seja curar”.

Relativamente às doenças não oncológicas, a Dr. Elga Freire adianta que as insuficiências de órgão como a insuficiência cardíaca, a doença renal crónica avançada, as doenças respiratórias crónicas, a doença hepática avançada ou a sida “são áreas que carecem de uma atenção específica em cuidados paliativos”. Destaque ainda para as doenças neurológicas e degenerativas, “nas quais se incluem as demências e a esclerose lateral amiotrófica”.

Dada a relevância do tema, os cuidados paliativos não oncológicos vão estar em destaque no encontro de amanhã. Com estas jornadas, o Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa pretende, assim, dirigir-se “a todos os profissionais de saúde que lidam com pessoas com doenças graves e/ou avançadas e progressivas, sejam da medicina interna, dos cuidados paliativos, ou dos cuidados de saúde primários”. Em comunicado de imprensa, a SPMI informa que durante a iniciativa vão ser partilhadas as experiências de vários internistas e serão apresentados e discutidos exemplos de organização de resposta multidisciplinar às necessidades específicas das doenças neuromusculares em ambiente hospitalar e domiciliário.


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