Universidade de Coimbra apresenta teste inovador para avaliar medicamentos perigosos para a gravidez
03/08/2017 16:32:18
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Universidade de Coimbra apresenta teste inovador para avaliar medicamentos perigosos para a gravidez

Uma equipa de investigação do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um teste que permite identificar medicamentos potencialmente perigosos para a gravidez, contribuindo para a redução de defeitos à nascença.

Os métodos em vigor atualmente são realizados apenas em animais e apresentam limitações quando testados em contexto clínico. Pelo contrário, a nova solução desenvolvida pela equipa de investigação portuguesa irá permitir avaliar a toxicidade dos medicamentos num sistema “humanizado” já que as células são colocadas numa plataforma microfluídica e “expostas a condições de fluxo arterial que permite uma avaliação toxicológica em condições semelhantes ao que acontece in vivo”, informa a UC em comunicado de imprensa.

Numa primeira fase, a equipa desenvolveu uma metodologia para obter células endoteliais humanas a partir de células estaminais pluripotentes (CEP) – que podem originar todos os tecidos do organismo – e avaliou o impacto de quase 1.300 químicos, identificando dois particularmente perigosos. A Dr.ª Susana Rosa, investigadora do estudo, adianta que a aflufenazina e o 7-Cyclo dois são compostos “que interferem na formação da vasculatura embrionária”.

A análise é baseada em células endoteliais embrionárias, obtidas a partir das células pluripotentes. A equipa descobriu que estes dois químicos apresentam uma maior toxicidade nas células endoteliais embrionárias quando comparados com as células endoteliais pós-natais.

A nova técnica, desenvolvida no âmbito de um estudo publicado recentemente na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, irá permitir avaliar a toxicidade dos medicamentos num sistema “humanizado” e poderá contribuir para a redução de defeitos no desenvolvimento do sistema vascular do embrião.

O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e por fundos europeus através dos programas COMPETE, QREN e FEDER.


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019