Investigadores portugueses descobrem molécula que aumenta o axónio dos neurónios
11/07/2017 16:28:36
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Investigadores portugueses descobrem molécula que aumenta o axónio dos neurónios

Um grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Universidade do Minho (UM) revelou que uma molécula libertada por células estaminais aumenta o “canal de comunicação” (axónio) entre neurónios.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a UC afirma que se trata de um resultado “inovador”, “que se foca no sistema nervoso central” e, por isso, pode vir a ser aplicado na doença de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica ou lesões vertebro-medulares, “onde o crescimento do axónio entre neurónios pode ser crucial”.

O Dr. Luís Martins, investigador do CNC e primeiro autor do artigo científico recentemente publicado na Scientific Reports, adianta que “a investigação partiu dos problemas de eficácia do transplante das células estaminais mesenquimais no tratamento de doenças do sistema nervoso central (SNC)”. “O estudo de neurónios do SNC de rato estimulados com o secretoma apresentaram um aumento do crescimento dos seus axónios comparativamente maior que os neurónios que não receberam qualquer estimulação”, conclui o investigador.

Na origem deste crescimento do axónio está a presença da molécula “Fator neurotrófico derivado do cérebro” no secretoma. “Os investigadores removeram esta molécula do secretoma aplicado nos neurónios e verificaram que o crescimento dos axónios se apresentava reduzido na sua ausência”, refere a UC.

Neste contexto, “o secretoma poderá ser uma alternativa ao transplante, uma vez que, contendo as moléculas responsáveis pela regeneração mediada pelas células estaminais, pode ser aplicado sem a necessidade da presença destas”. Quem o garante é o Dr. Ramiro de Almeida, coordenador do estudo e investigador do CNC. Uma abordagem “mais fácil”, com “menos riscos” e que “num futuro próximo poderá permitir um controlo da composição do secretoma a aplicar ao doente consoante as suas necessidades personalizadas”, explica o especialista.

A investigação foi financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), pelo Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE), e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da União Europeia.


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