Estima-se que mais de três mil pessoas em Portugal sofram de esclerose sistémica, uma doença reumática crónica que se carateriza sobretudo pelo endurecimento ou espessamento da pele, a que se chama fibrose, mas que também pode envolver outros órgãos, como os pulmões, o intestino, os rins e o coração.
Em comunicado de imprensa, as duas instituições informam que governo não comparticipa o plano de tratamento e os medicamentos necessários para combater esta doença, ao contrário do que acontece com outras doenças autoimunes, crónicas e degenerativas – como lúpus, hemofilia ou hemoglobinopatias – em que os doentes estão isentos do pagamento dos mesmos, quando necessários ao tratamento da sua doença.
Atualmente, e apesar dos novos fármacos em estudo, não existe um tratamento global que trate todas as manifestações da doença, “o que implica que seja necessário abordar cada sintoma a tratar numa situação per si, com custos acrescidos para os doentes, que se veem obrigados a recorrer frequentemente ao Serviço Nacional de Saúde, a consultas de especialidade e a realizar diversos exames médicos”, refere o comunicado, acrescentando que este motivo “tem dificultado a decisão sobre o financiamento a 100% ou a majoração da comparticipação destes medicamentos”.
Tendo em conta os custos que o tratamento da esclerose sistémica implica, e constatando que está associada à morbidade física dos doentes, que o incapacita para trabalhar ou mesmo para realizar tarefas domésticas, resultando num esforço acrescido para as famílias, a SPR e a LPCDR apelam à isenção ou a dispensa de pagamento das taxas moderadoras aos doentes com ES, bem como a uma ajuda nas deslocações e exames de especialidade.













