Esclerose sistémica: doentes e especialistas defendem comparticipação dos medicamentos
29/06/2017 16:36:09
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Esclerose sistémica: doentes e especialistas defendem comparticipação dos medicamentos

No âmbito do Dia Mundial da Esclerose Sistémica (ES), que se assinala hoje, dia 29 de junho, a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR) e a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alertam para a situação de injustiça a que estão sujeitos os doentes desta patologia face a outros doentes com doenças autoimunes, crónicas e degenerativas, defendendo a comparticipação dos medicamentos necessários para o seu tratamento.

Estima-se que mais de três mil pessoas em Portugal sofram de esclerose sistémica, uma doença reumática crónica que se carateriza sobretudo pelo endurecimento ou espessamento da pele, a que se chama fibrose, mas que também pode envolver outros órgãos, como os pulmões, o intestino, os rins e o coração.

Em comunicado de imprensa, as duas instituições informam que governo não comparticipa o plano de tratamento e os medicamentos necessários para combater esta doença, ao contrário do que acontece com outras doenças autoimunes, crónicas e degenerativas – como lúpus, hemofilia ou hemoglobinopatias – em que os doentes estão isentos do pagamento dos mesmos, quando necessários ao tratamento da sua doença.

Atualmente, e apesar dos novos fármacos em estudo, não existe um tratamento global que trate todas as manifestações da doença, “o que implica que seja necessário abordar cada sintoma a tratar numa situação per si, com custos acrescidos para os doentes, que se veem obrigados a recorrer frequentemente ao Serviço Nacional de Saúde, a consultas de especialidade e a realizar diversos exames médicos”, refere o comunicado, acrescentando que este motivo “tem dificultado a decisão sobre o financiamento a 100% ou a majoração da comparticipação destes medicamentos”.

Tendo em conta os custos que o tratamento da esclerose sistémica implica, e constatando que está associada à morbidade física dos doentes, que o incapacita para trabalhar ou mesmo para realizar tarefas domésticas, resultando num esforço acrescido para as famílias, a SPR e a LPCDR apelam à isenção ou a dispensa de pagamento das taxas moderadoras aos doentes com ES, bem como a uma ajuda nas deslocações e exames de especialidade.


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