UNICEF: Portugal lidera em saúde de qualidade e bem-estar das crianças
19/06/2017 15:44:09
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UNICEF: Portugal lidera em saúde de qualidade e bem-estar das crianças

Portugal é o país que apresenta melhores índices de saúde de qualidade e bem-estar das crianças entre os Estados mais desenvolvidos. Os dados foram revelados a semana passada pelo relatório “Construir o Futuro: As crianças e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos países ricos” do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sobre a situação das crianças nos 41 países considerados mais ricos, incluindo os da União Europeia e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Portugal situa-se na 18ª posição entre os 41 países da UE/OCDE na Tabela Classificativa. Comparando nove dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Portugal tem a melhor classificação em “Saúde de qualidade e bem-estar” e “Consumo e produção responsáveis” (1º), e pior posição em “Erradicar a fome” (32º).

O melhor:

Embora na classificação geral sobre situação das crianças apareça na 18.ª posição, Portugal obtém o primeiro lugar nos critérios “saúde de qualidade” e “bem-estar”, e ainda no critério “consumo e produção responsáveis”. A UNICEF justifica esta posição pelas baixas taxas de mortalidade neonatal e de suicídio de adolescentes, bem como pelo baixo número de casos de crianças entre 11 e 15 anos com problemas psicológicos. Destaque ainda para a taxa de crianças que consomem álcool (a segunda mais baixa entre os 41 países) e a tendência de decréscimo acentuado da taxa de gravidez na adolescência.
Com uma taxa de 82,0%, Portugal tem a maior proporção de jovens de 15 anos que estão familiarizados com pelo menos cinco ou mais problemas ambientais, o que coloca o país no topo do ranking relativamente ao indicador “produção e um consumo sustentáveis”.

O pior:

Por outro lado, os principais problemas apontados pelo estudo dizem respeito à alimentação é à pobreza. O país assume a 32.ª posição no critério “erradicar a fome e garantir uma alimentação de qualidade” já que 18,2% dos menores de 15 anos enfrenta insegurança alimentar e o país apresenta a quinta taxa de obesidade infantil mais elevada. O critério “erradicar a pobreza” revela que uma em cada quatro crianças vive em pobreza de rendimentos relativa.

Relativamente à educação, Portugal surge em 26.º lugar no critério “promoção de um trabalho digno e crescimento económico”, com 6,1% dos jovens entre 15-19 anos que não estudam nem trabalham. De lamentar é também a taxa de bullying reportado pelos jovens portugueses, a 8ª mais elevada neste grupo de países – 13,3% das crianças dos 11-15 anos passaram por experiências de bullying pelo menos duas vezes por mês.

Para alguns indicadores – desigualdade de rendimentos, obesidade e problemas de doença mental em adolescentes reportados pelos próprios – as tendências revelam um motivo de preocupação na maioria dos países ricos.

“Ainda que muitos dos países analisados tenham alcançado progressos em vários indicadores, há ainda grandes diferenças entre eles noutras áreas. Os níveis de rendimento nacional não conseguem explicar todas estas diferenças: por exemplo, a Eslovénia está muito à frente de países muito mais ricos relativamente a muitos indicadores, enquanto os EUA estão em 37º lugar entre os 41 países na tabela síntese de classificação”, revela a UNICEF no site oficial.

Em termos gerais a tabela é positiva para os países nórdicos, como, por exemplo, a Alemanha e a Suíça, e menos positivos para os países mais pobres do grupo, como a Roménia, a Bulgária e o Chile.


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