Proteína presente no sangue do cordão umbilical melhora a memória e a capacidade de aprendizagem
09/06/2017 16:37:54
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Proteína presente no sangue do cordão umbilical melhora a memória e a capacidade de aprendizagem

Um estudo da Universidade de Stanford, nos EUA, revelou que a TIMP2, uma proteína presente no plasma do sangue do cordão umbilical, tem efeitos positivos na memória e na capacidade de aprendizagem. Os resultados foram publicados recentemente na revista Nature.

A investigação foi feita a partir da comparação de três tipos de plasma distintos – de indivíduos em idade avançada (61-82 anos), de jovens adultos (19-24 anos) e do cordão umbilical de recém-nascidos - os investigadores identificaram uma proteína, a TIMP2, que é capaz de alterar a atividade do hipocampo, a região cerebral envolvida na memória e aprendizagem.

O estudo foi desenvolvido em ratinhos de idade avançada e os resultados demonstraram que os animais que receberam a tal proteína tiveram uma performance superior nos testes de memória e aprendizagem comparativamente aos restantes.

“No sentido de determinar se o plasma humano teria a capacidade de provocar alterações no hipocampo de ratinhos, infundiram-se os animais imunocomprometidos, ou seja, que não desenvolvem reações adversas ao receberem plasma humano, a cada 4 dias, durante 2 semanas com os três tipos de plasma”, começa por explicar a Dr.ª Bruna Moreira, investigadora no Departamento de Investigação e Desenvolvimento da Crioestaminal. “Os animais em idade avançada que receberam plasma do sangue do cordão umbilical registaram melhorias na capacidade de aprendizagem e memória. O plasma de indivíduos idosos não teve impacto nos testes de memória, enquanto o plasma de jovens adultos produziu resultados intermédios”, conclui.

As alterações neuronais causadas pelo envelhecimento levam a uma diminuição das capacidades cognitivas e quando o envelhecimento afeta o hipocampo há um decréscimo progressivo da memória com a idade. Apesar de ainda ser cedo para adiantar conclusões, a investigadora revela que estes resultados “abrem novas perspetivas para o futuro tratamento de problemas cognitivos relacionados com a idade”.


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