Lufada do Atlântico supera expectativas iniciais
30/05/2017 16:28:00
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Lufada do Atlântico supera expectativas iniciais

Nos dias 26 e 27 de maio, decorreu a 3.ª edição da Lufada do Atlântico, em Angra do Heroísmo, Açores, organizado pela Associação Portuguesa do Sono (APS). O evento, dedicado aos avanços no diagnóstico e tratamento das perturbações respiratórias do sono, nomeadamente a síndrome de apneia do sono (SAS), reuniu reputados especialistas nacionais e internacionais em conferências e workshops.

Segundo o Dr. Joaquim Moita, presidente da APS, “a expectativa para a terceira edição da Lufada era elevada e confirmou-se a inequívoca importância destes encontros pela aprendizagem que permitem, discussão de práticas e decisões estratégica”. Dado este sucesso, a organização compromete-se com a realização d​e um Congresso do Sono no próximo ano.

Na sessão de abertura, as entidades oficiais presentes começaram por congratular-se com o facto da iniciativa decorrer nos Açores, em particular em Angra do Heroísmo, onde funciona um Laboratório de Sono, como indicou a Dr.ª Olga Freitas, presidente do Conselho de Administração e diretora do Serviço de Pneumologia do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira.

O Dr. Rui Luís, secretário regional da Saúde da Região Autónoma dos Açores, recordou os fatores de risco ligados a síndromes, como a apneia do sono, e a necessidade de os combater, salientando que a obesidade está entre uma das principais causas, sendo aqui a “prevenção” a palavra-chave. O especialista referiu ainda que “em Saúde, em investigação e em ciência não há debates encerrados, mas sim contínuos, o que é sinal de progresso e evolução”. O secretário regional manifestou que, em sintonia com o continente e a Madeira, existe a preocupação de ter recursos humanos qualificados para tratar este problema de Saúde pública.

Segundo a organização do evento, a participação de especialistas portugueses e internacionais garantiu a qualidade das intervenções, que variaram entre o estado da arte das questões da condução e sono, às consequências na vida dos adultos que sofreram SAS na infância, à apresentação do sistema de Saúde francês na gestão dos cuidados respiratórios domiciliários, a uma desafiante proposta de pesquisa de biomarcadores moleculares.

O Dr. Teofilo Lee-Chiong, especialista americano em Medicina do Sono e autor de inúmeras publicações e palestras, abordou o modo como a tecnologia vai transformar o cuidado dos doentes de apneia, os “preocupantes” 80% de casos da SAS não diagnosticados e fez referência à associação desta doença com a obesidade, recordando que, a manter-se a atual tendência, prevê-se que em 2048 o número de americanos obesos seja 100%.

Os workshops verificaram-se muito participados, suscitando discussão, e alertaram para a necessidade de melhorar os processos de diagnóstico, prescrição e acompanhamento da SAS, propuseram a criação de guidelines de abordagem e estado da arte do cuidado com a criança para ter adultos mais saudáveis, a definição de critérios para atender às listas de esperas e a possibilidade da Plataforma de Dados da Saúde ser utilizada para anexar dados sobre a SAS.


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