Rejuvenescimento ovárico: uma esperança para mulheres com falência ovárica
25/05/2017 15:48:55
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Rejuvenescimento ovárico: uma esperança para mulheres com falência ovárica

Para alcançar o rejuvenescimento ovárico, que ative o crescimento dos folículos em estados precoces, independentemente da ação das gonadotrofinas, o IVI investiga duas técnicas promissoras. Essas técnicas foram apresentadas no âmbito do 7th IVI Congress, que decorreu em Bilbao, Espanha, entre os dias 11 e 13 de maio.

Uma das técnicas em investigação pelo IVI é a fragmentação do tecido ovárico (OFFA, cujas siglas em inglês significam Ovarian Fragmentation for Follicular Activation) e a infusão de células mãe na artéria ovárica. Ambas conseguem que o ovário reverta parcialmente o seu processo de envelhecimento e ative os folículos adormecidos, que de outra forma permaneceriam no ovário sem desenvolver-se, nem sequer mediante a toma de medicação.

Esta técnica é atualmente aplicada no IVI Valência em doentes com falência ovárica precoce, como última opção antes de se submeterem a um tratamento com doação de óvulos. Mediante laparoscopia, obtém-se uma amostra do córtex ovárico, fragmenta-se e volta-se a implantar. Este procedimento é simples e as doentes têm alta no próprio dia.

Outro método de rejuvenescimento ovárico consiste na infusão de células da médula óssea (BMDSC, cujas siglas em inglês significam Bone Marrow-Derived Stem Cells) na artéria ovárica. Este procedimento faz parte de um estudo piloto levado a cabo pelo Prof. Doutor Antonio Pellicer e pela Dr.ª Sonia Herraiz, conjuntamente com o hospital La Fe de Valencia. Esta técnica oferece também resultados promissores, dado que inclusivamente ocorreram gravidezes espontâneas em mulheres com baixa reserva ovárica depois de se submeterem a um transplante de medula óssea.

“Estamos a contemplar métodos inovadores para ativar folículos que de outra forma não se desenvolvem e os resultados estão a ser promissores. Este tratamento abre uma porta de esperança a doentes que de outra forma não teriam oportunidade de engravidar com os seus próprios óvulos”, explica o Prof. Doutor Antonio Pellicer.

Nas últimas décadas, fatores sociais, laborais e económicos contribuíram para que se tenha filhos cada vez mais tarde. Porém, a biologia não acompanhou esta tendência e, de facto, o melhor momento reprodutivo da mulher ocorre na década dos vinte, quando uma grande parte delas não planeia ser mãe. É nessa idade que se libertam os melhores óvulos, tendo em vista aumentar as possibilidades de uma gravidez sem complicações e que origine um bebé saudável. Não obstante, calcula-se que 1% das mulheres tenham falência ovárica prematura – ou menopausa precoce – e que, apesar da juventude, terão problemas para engravidar.


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019