Dieta cetogénica cinco vezes superior na preservação de massa muscular
22/05/2017 16:25:28
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Dieta cetogénica cinco vezes superior na preservação de massa muscular

Os resultados de um estudo espanhol, recentemente publicado no The Journal of Clinical Endocrinoly & Metabolism (JCEM), mostram como a dieta cetogénica, realizada com base na metodologia do método PronoKal, consegue preservar a massa muscular: por cada 20 kg de peso perdido, em média, apenas 1 kg (5%) é de massa muscular.

Estes dados foram apresentados no 24.º Congresso Europeu da Obesidade (ECO2017) e estão a suscitar interesse entre a comunidade médica, por questionarem se a dieta hipocalórica continua a ser a melhor opção para combater a obesidade, quando no mundo o número de pessoas que sofrem com este problema continua a aumentar. O método PronoKal é baseado na dieta proteinada, reduz a ingestão de gorduras e açúcares mas, ao contrário de outras dietas, proporciona a quantidade de proteínas necessárias para o funcionamento do organismo e permite que a perda de peso se realize a expensas da massa gorda.

O estudo CetoPnK é o primeiro que analisa os efeitos da composição corporal e da força muscular após a perda de peso com uma dieta proteinada de baixas calorias da PronoKal Group. Considerou doentes que eram obesos antes da perda de peso e utilizou três métodos de estimativa padronizados e validados: DXA, MF-BIA e ADP. Os resultados concluem que a dieta proteinada em questão é cinco vezes mais eficaz na preservação da massa muscular, comparativamente à dieta hipocalórica: apenas 5% do peso perdido com a primeira corresponde a massa magra, sendo que na dieta hipocalórica a percentagem sobe para 25%. A massa magra é responsável pelo gasto metabólico, a energia que o organismo gasta para funcionar no dia-a-dia, sendo crucial, dado o seu papel na possibilidade de recuperar ou não o peso perdido.

Sobre estes dados, o Dr. Felipe Casanueva, coordenador do estudo e antigo presidente da Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO), considera que “a velha ideia de que há que ter cuidado com as dietas muito baixas em calorias deve ser reavaliada. Os resultados estão a demonstrar-nos que temos uma ferramenta terapêutica muito eficaz para tratar a obesidade, com uma taxa de efeitos secundários baixíssima ou muito similar aos que tem a dieta hipocalórica”.

Na perda de peso, é ainda importante analisar a qualidade dos quilos perdidos, já que se procura maximizar a perda de gordura, preservando ao máximo a massa muscular. Alcançar um rácio de 20:1 é uma conquista, dada a elevada qualidade de peso que apresenta. Este e outros dados foram também apresentados no ECO2017, pela Dr.ª Ana Belén Crujeiras, investigadora do Instituto de Investigações Sanitárias (IDIS) do Complexo Hospitalar Universitário de Santiago (CHUS).


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