Pílula com acetato de ulipristal demonstra maior eficácia para evitar gravidez não desejada
18/05/2017 16:13:01
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Pílula com acetato de ulipristal demonstra maior eficácia para evitar gravidez não desejada

O acetato de ulipristal é a pílula de contraceção de emergência que atua na fase pré-ovulatória precoce e tardia, ou seja, quando se produz a ovulação dentro de um ou dois dias. Nesta última fase, a pílula de levonorgestrel não é eficaz e só tem efeito placebo.

Após uma relação sexual não protegida ou uma falha no método contracetivo usado regularmente, e perante a possibilidade de uma gravidez não desejada, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rapidamente possível. Quando tomada nas primeiras 24 horas após a relação sexual, a pílula com acetato de ulipristal demonstrou ser quase três vezes mais eficaz que a pílula com levonorgestrel na prevenção de uma gravidez não desejada. Em cada mil relações sexuais desprotegidas ou não protegidas adequadamente, geram-se 55 gravidezes. Contudo, tomando contraceção hormonal de emergência nas primeiras 24 horas depois da relação sexual não protegida, 23 mulheres engravidam após a toma da pílula de levonorgestrel, sendo que apenas nove engravidaram após tomarem acetato de ulipristal.

A pílula de acetato de ulipristal atua nos primeiros e últimos dias da fase folicular (até à ovulação), bloqueando e atrasando-a por um período de 120 horas. A pílula de levonorgestrel atua apenas nos primeiros dias da fase folicular, bloqueando e atrasando a ovulação por um período de três dias. Por isso, a pílula de acetato de ulispristal é mais eficaz, uma vez que bloqueia a ovulação durante uma fase mais alargada do ciclo e por um período de tempo mais prolongado. Contudo, nenhum dos contracetivos hormonais de emergência atua depois da ovulação, na fecundação e na nidação.

Sobre esse tema, a Dr.ª Teresa Bombas, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e presidente da Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC), assinala que “o acetato de ulipristal é capaz de adiar a ovulação quando o risco de gravidez é maior. Quanto mais próxima a relação sexual sem proteção do momento da ovulação, maior será o possível risco de gravidez, pelo que será imprescindível tomar a contraceção de emergência para evitar uma gravidez não desejada, caso tenha acontecido uma relação sexual desprotegida”.

A Dr.ª Teresa Bombas considera ainda que “o acetato de ulipristal atua atrasando ou inibindo a libertação do óvulo. Caso a mulher já esteja grávida, a pílula de acetato de ulipristal não interrompe a gravidez já em curso, ou seja, não provoca aborto. Caso contrário, não seria uma pílula de livre dispensa em farmácia. E não é uma bomba hormonal, pois apenas altera o ciclo menstrual em que é feita a toma e depois recupera-se o ciclo habitual”.


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019