Prémio ISPA: conhecidos os premiados deste ano
08/05/2017 16:06:40
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Prémio ISPA: conhecidos os premiados deste ano

O Instituto Universitário (ISPA) relançou o seu prémio de Investigação em Psicologia e Ciências do Comportamento, que tem como objetivo distinguir jovens cientistas, estimulando assim a inovação, a criatividade e o rigor científico na investigação realizada no domínio da Psicologia e das Ciências do Comportamento em Portugal. Este ano o prémio foi atribuído a dois investigadores, ao Dr. Nuno Gomes e ao Prof. Doutor Tiago Monteiro.

 

Nuno Gomes 96c1b O Dr. Nuno Gomes venceu o prémio com um estudo sobre a forma como o sistema visual processa estímulos com relevâncias evolutivas diferentes para o ser humano. No seu estudo verificou  que estímulos visuais evolutivamente mais relevantes (i.e., cobras) são processados de forma privilegiada pelos mecanismos cerebrais de deteção de ameaça, o que permite ao ser humano  tomar mais rapidamente consciência da sua presença do que da presença de estímulos menos importantes para a sobrevivência, mas sentidos como ameaçadores por muitos (no presente  caso, aranhas), ou estímulos não ameaçadores (i.e., pássaros).

 Os resultados do estudo do Dr. Nuno Gomes, doutorando no ISPA, são relevantes para a compreensão da evolução dos mecanismos visuais de deteção de ameaça, salientam a importância  das cobras para a investigação da visão e dos mecanismos de deteção de ameaça nos seres humanos e permitem avançar no conhecimento dos mecanismos que estarão por detrás de  situações de fobia nos seres humanos.

Tiago Monteiro 6d0b4 Doutorado em Zoologia, o Prof. Doutor Tiago Monteiro recebeu o prémio com base num estudo que teve como objetivo compreender os mecanismos cerebrais que permitem fazer estimativas  de tempo. Assim, o investigador treinou um conjunto de ratos a distinguirem intervalos temporais superiores ou inferiores a 1,5 segundos, monitorizando a atividade de múltiplos neurónios numa  zona do cérebro – o corpo estriado. Os resultados mostraram que a estimativa de intervalos de tempo superiores ou inferiores a 1,5 segundos estava associada a padrões de ativação cerebral  diferentes indicando que as estimativas de tempo estão associadas à atividade deste conjunto de células cerebrais. Para verificar a força deste seu resultado, o investigador realizou outro  estudo no qual inibiram a atividade do corpo estriado do cérebro e verificando uma maior dificuldade dos ratos em estimar a duração dos intervalos de tempo apresentados.

 “Este estudo mostra pela primeira vez a relação entre a velocidade de um “relógio neural” e julgamentos de duração temporal. A questão que agora se coloca é como é que esta informação  temporal é gerada e de que forma é que é usada para guiar o comportamento dos animais”, refere o investigador.

O Prémio ISPA tem uma periodicidade anual e visa distinguir jovens cientistas (com menos de 35 anos) cujos trabalhos de investigação tenham sidos realizados numa instituição nacional e publicados em revistas internacionais nos últimos três anos.

Além dos percursos profissionais dos candidatos, são valorizados a originalidade, fundamentação científica e qualidade do trabalho apresentado, bem como o impacto da contribuição científica para a área disciplinar em que se insere. Este ano o Prémio ISPA recolheu 35 candidaturas.

Para mais informações consulte o site do ISPA. 


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