Subdiagnóstico de alergias respiratórias leva a tratamento inadequado
03/04/2017 17:30:15
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Subdiagnóstico de alergias respiratórias leva a tratamento inadequado

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) estima que em Portugal mais de um terço da população sofra de alergias, tendo 30% queixas de rinite, 18% queixa de conjuntivite e 10% de asma. As principais causas apontadas são as alterações climáticas, os hábitos de vida, a poluição e o stress. A propósito da Semana Mundial das Alergias, que se assinala até 8 de abril, a SPAIC alerta para o subdiagnóstico das alergias respiratórias e por consequência a falta de tratamento adequado às várias vertentes da patologia.

De acordo com dados da Health Market Research, em 2016 a compra de medicamentos para o tratamento das alergias, em Portugal, registou um aumento de 2,5% em unidades, o que representa mais 185.487 embalagens vendidas do que em 2015, e um aumento de 1.627.470 euros face ao ano anterior. Esta procura acentua-se durante a primavera, altura em que as temperaturas aumentam e por consequência as plantas produzem uma maior quantidade de pólen que largam na atmosfera.

“Apesar do aumento do consumo de medicamentos para as alergias ano após ano, a verdade é que as alergias continuam a ser subdiagnosticadas e subtratadas. A grande maioria dos portugueses só procura ajuda de um médico ou de um farmacêutico quando a alergia já se encontra num ponto crítico. Contudo, para evitar danos maiores, aos primeiros sinais, como comichão e pingo no nariz, congestão nasal e espirros, é fundamental a consulta de um clínico para que de forma eficaz possa tratar a patologia e não deixar que esta se agrave”, alerta o Prof. Doutor Manuel Branco Ferreira, alergologista e secretário-geral da SPAIC.

As alergias têm um grande impacto na vida não só de quem sofre desta patologia como também na vida da família e amigos. Contudo, com o diagnóstico e o tratamento correto é possível evitar os sintomas e as consequências deste problema.


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