Aprovada primeira imunoterapia para carcinoma de células de Merkel metastático
31/03/2017 16:46:55
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Aprovada primeira imunoterapia para carcinoma de células de Merkel metastático

A Merck e a Pfizer anunciam que a US Food and Drug Administration (FDA) aprovou avelumab, injeção 20 mg/mL, para utilização intravenosa, no tratamento de doentes adultos e pediátricos com 12 ou mais anos de idade com carcinoma de células de Merkel metastático (CCMm). Esta é a primeira imunoterapia aprovada para esta patologia, que se trata de um tumor da pele raro e agressivo.

Avelumab foi desenvolvido, revisto e aprovado pelos programas da FDA: “Breakthrough Therapy Designation” (Designação de tratamento inovador) e “Priority Review” (Revisão Prioritária).

"No centro desta aprovação da FDA está a nossa determinação de fazer a diferença para os doentes com tumores difíceis de tratar, como o carcinoma de células Merkel metastático. O trajeto de avelumab incluiu anos de trabalho árduo - desde os cientistas que descobriram esta molécula nos nossos laboratórios, à nossa aliança com a Pfizer e aos participantes do estudo e investigadores em todo o mundo. Agradecemos a todos que tornaram possível trazer esta nova e importante opção de tratamento aos doentes”, afirma a Dr.ª Belén Garijo, CEO healthcare e membro do conselho executivo da Merck.

A eficácia e segurança de avelumab foram demonstradas no ensaio JAVELIN Merkel 200, um estudo aberto, de braço único e multicêntrico, realizado em 88 doentes com CCM metastático confirmado histologicamente, cuja doença tinha progredido durante ou após a administração de quimioterapia para a doença com metástases à distância. Cerca de 65% dos doentes tinham sido submetidos a um tratamento antineoplásico prévio para o CCM metastático e 35% tinham sido submetidos a dois ou mais tratamentos prévios. As principais medidas de eficácia foram a taxa de resposta global (overall response rate - ORR) confirmada, segundo os critérios de avaliação de resposta em tumores sólidos (RECIST) v1.1, avaliados por uma comissão de revisão central (IRC) independente em ocultação, e a duração da resposta avaliada pela IRC.

11% dos doentes apresentam resposta completa à terapêutica

A taxa de resposta global (ORR) foi de 33%. Cerca de 11% dos doentes apresentaram uma resposta completa e 22% uma resposta parcial. As respostas dos tumores foram duráveis, com 86% das respostas durando pelo menos seis meses e 45% das respostas duraram pelo menos 12 meses. A duração da resposta variou de 2,8 a mais de 23,3 meses.

Os avisos e precauções para avelumab incluem reações adversas imuno-mediadas (como pneumonia, hepatite, colite, endocrinopatias, nefrite, disfunção renal e outras reações adversas), reações relacionadas com a perfusão e toxicidade embriofetal. As reações adversas mais comuns (reportadas em pelo menos 20% dos doentes) incluíram fadiga (50%), dor músculo-esquelética (32%), diarreia (23%), náuseas (22%), reações relacionadas com a perfusão (22%), erupção cutânea (22%), diminuição do apetite (20%) e edema periférico (20%).

Avelumab foi desenvolvida para a estimulação potencial do sistema imunitário adaptativo e inato. Ao ligar-se ao PD-L1, impede que as células tumorais utilizem o PD-L1 para proteção contra os glóbulos brancos, como as células T, expondo-as à resposta antitumoral. Neste estudo mostrou-se que avelumab induz a citotoxicidade mediada por células dependente de anticorpos (ADCC) in vitro.

O programa internacional de desenvolvimento clínico de avelumab, conhecido como JAVELIN, envolve pelo menos 30 programas clínicos, incluindo nove ensaios de Fase III e mais de quatro mil doentes avaliados em mais de 15 tipos de tumores. Em outubro de 2016, a Merck e a Pfizer anunciaram que a Agência Europeia de Medicamentos aceitou o pedido de Autorização de Introdução no Mercado para avelumab para a indicação proposta de CCM metastático.

A aprovação de avelumab “é um marco importante para as pessoas que combatem o carcinoma de células de Merkel metastático, que até agora não tinham outra opção para além da quimioterapia", afirma o Prof.Doutor Albert Bourla, group president, Pfizer Innovative Health. "Esta aprovação demonstra o poder da colaboração no aceleramento de novas opções significativas para os doentes oncológicos”, conclui.


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019