Células estaminais da medula óssea podem ajudar no tratamento de fraturas
23/03/2017 16:27:34
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Células estaminais da medula óssea podem ajudar no tratamento de fraturas

Estudos preliminares indicam que células estaminais derivadas da medula óssea podem constituir um tratamento alternativo, seguro e eficaz para fraturas de ossos longos, sem haver necessidade de efetuar um autoenxerto. Para validar estes dados, uma equipa de investigadores está a desenvolver um projeto, designado Orthounion, liderado pelo Hospital Universitário La Paz, em Madrid, que conta com a participação de 20 hospitais europeus.

As células estaminais são extraídas da medula óssea do próprio doente, sendo, seguidamente, cultivadas em unidades especializadas para produção de produtos de terapia celular. As células expandidas são implantadas conjuntamente com um material biocerâmico, diretamente no local da fratura, promovendo a regeneração do tecido ósseo lesionado.

“Em algumas situações, mesmo recorrendo ao autoenxerto, não se consegue uma consolidação óssea completa, o que diminui consideravelmente a qualidade de vida dos doentes. Face a isso, é com grande expetativa e entusiasmo que a comunidade médica encara este projeto de investigação, uma vez que pode representar uma verdadeira revolução terapêutica na abordagem clínica a estas lesões”, explica Bruna Moreira, investigadora no centro de Investigação de Desenvolvimento (I&D) da Crioestaminal.

Em cerca de 5 a 10% das fraturas ósseas, o osso não se consegue regenerar sozinho, o que leva os doentes a enfrentar situações dolorosas e incapacitantes. Habitualmente, os tratamentos ortopédicos convencionais promovem com sucesso a regeneração espontânea do tecido ósseo, no entanto, alguns casos podem necessitar de intervenção cirúrgica.

Na Europa, o osso é o segundo tecido mais transplantado, a seguir ao sangue, com cerca de um milhão de intervenções anualmente. O Orthounion é financiado com seis milhões de euros pela União Europeia.


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