Estudo revela que tratamento para miomas com acetato de ulipristal salva úteros
16/03/2017 16:56:12
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Estudo revela que tratamento para miomas com acetato de ulipristal salva úteros

Um estudo europeu multicêntrico, que avaliou a nova abordagem terapêutica aos miomas uterinos, o acetato de ulipristal, revelou que, das 1473 mulheres envolvidas, cerca de 61% não teve de se submeter a qualquer cirurgia de remoção de miomas uterinos ou remoção total do útero. A investigação foi apresentada no âmbito da 188.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG).

Os dados publicados agora pela European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, revelam ainda que os sintomas moderados e severos dos miomas uterinos referidos pelas doentes, como é o caso de hemorragias, anemia, dores abdominais e sintomas de pressão, diminuíram significativamente com a administração do acetato de ulipristal, único tratamento médico não invasivo, que igualmente melhorou a sua qualidade de vida.

Segundo a Dr.ª Margarida Martinho, presidente da Secção Portuguesa de Endoscopia Ginecológica da SPG, “este estudo comprova que o novo tratamento de acetato de ulipristal pode permitir uma terapêutica conservadora e evitar a remoção do útero. Esta mudança no tratamento dos miomas uterinos representa uma evolução importante em termos médicos, com um impacto positivo na vida da mulher. Esta abordagem conservadora no tratamento dos miomas tem um potencial impacto positivo em termos de gastos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), na medida em que se evitam os custos diretos com as cirurgias, assim como os custos indiretos atribuíveis, ao período de recuperação pós-operatória”.

Os miomas uterinos são a principal causa de histerectomias em Portugal e são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando entre 30 a 70% da população feminina em geral e 20 a 40% das mulheres em idade reprodutiva. Em Portugal, estima-se que acete cerca de dois milhões de mulheres.

Os países envolvidos neste estudo foram Portugal, Alemanha, França, Reino Unido, Roménia, Suécia, Polónia, Hungria, Eslovénia e Áustria.


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