Stent For Life lembra população sobre sinais e sintomas do enfarte
14/02/2017 17:13:48
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Stent For Life lembra população sobre sinais e sintomas do enfarte

O dia de hoje, 14 de fevereiro, é marcado pela comemoração do Dia Nacional do Doente Coronário. Para assinalar esta data, a iniciativa Stent For Life volta a sensibilizar a população para os sinais e sintomas do enfarte do miocárdio e para as razões de se pedir ajuda rapidamente, através da campanha “Não perca tempo. Salve uma vida – o enfarte não pode esperar”, que se irá prolongar durante os próximos meses.

Esta campanha, à semelhança de anos anteriores, irá ser divulgada através de pequenos vídeos, contando com o testemunho de várias pessoas a alertar para a necessidade de se ligar rapidamente o Número Europeu de Emergência, 112. José Carlos Malato, figura pública que teve um enfarte aos 49 anos, dá o mote à campanha e é um dos embaixadores deste projeto. 

Conhecer e compreender os sinais e sintomas do enfarte permite ao doente e a quem o rodeia agir rapidamente e procurar ajuda médica. A rapidez é fundamental para o sucesso do tratamento, uma vez que a cada minuto que passa, o risco de morte aumenta. É esta a mensagem que a campanha “Não perca tempo. Salve uma vida – o enfarte não pode esperar” da Stent For Life (SFL), trazida para Portugal pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que integra a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), pretende transmitir. 

A campanha tem contado com a parceria de várias empresas das indústrias – farmacêutica, dispositivos médicos e energia – cadeia de supermercados, telecomunicações e salas de cinema, Ordem dos Farmacêuticos e algumas Câmaras Municipais. Desde 2011 várias atividades foram concretizadas, como a distribuição de cartazes e folhetos educacionais nos centros de Saúde, escolas e hospitais; a passagem de filmes de sensibilização em salas de cinema, farmácias e internet; e a criação de uma página numa rede social dedicada à campanha com mensagens e ações de rastreio cardiovascular e sensibilização para o enfarte em locais públicos, como centros comerciais, empresas, estações de serviço e na Assembleia da República. 

Para avaliar a eficácia da campanha, entre 2011 e 2016, foram realizados inquéritos nacionais, que concluíram uma evolução positiva nos indicadores do “atraso do doente”. Ocorreu uma redução significativa dos doentes que recorreram aos cuidados de Saúde primários como primeira forma de pedirem ajuda (de 20,3% passou para 4,4%), ou que recorreram a centros sem Cardiologia de Intervenção (de 54,5% passou para 37,9%). Por outro lado, verificou-se um aumento daqueles que ligaram o 112 (de 35,2% passou para 46,6%) e aumentou o transporte dos doentes pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para um centro com Cardiologia de Intervenção, onde os doentes têm acesso ao tratamento por angioplastia primária (ICP-P).

De realçar que o “atraso do sistema de Saúde”, contudo, não sofreu alterações significativas ao longo deste período, e que estes resultados estão a ser tomados em conta na estratégia futura do SFL, designadamente no reforço dos atuais programas educacionais que visam melhorar o atraso do sistema.


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