EMSR: removida a contraindicação de utilização do acetato de glatirâmero na gravidez
07/02/2017 17:44:51
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EMSR: removida a contraindicação de utilização do acetato de glatirâmero na gravidez

A Teva anunciou que o resumo de características do medicamento acetato de glatirâmero, solução injetável 20 mg/ml, usado para o tratamento de doentes com esclerose múltipla surto-remissão (EMSR), foi atualizado em Portugal com o objetivo de remover a contraindicação de utilização na gravidez.

A atualização e aprovação desta informação pelas autoridades reguladoras teve como base uma análise abrangente dos casos de gravidez disponíveis entre as mulheres que estavam a tomar acetato de glatirâmero quando souberam que estavam grávidas. Além disso, a Teva forneceu uma análise comparativa dos casos de gravidez da sua base de dados de farmacovigilância relativa ao acetato de glatirâmero, a qual incluiu mais de oito mil casos recolhidos ao longo de um período de mais de 20 anos.

De acordo com Mário Madeira, diretor geral da Teva em Portugal, "estamos empenhados em ajudar as mulheres com EMSR a levar a vida normal que desejam. Embora ainda seja preferível não usar qualquer tratamento para a EM durante a gravidez, agora é possível as mulheres discutirem com o seu médico a possibilidade de considerar, se necessário, o uso de acetato de glatirâmero durante a gestação. Nas mulheres que não podem parar de tomar a medicação, o que antes não poderia ocorrer por causa da contraindicação, a remoção da mesma é uma excelente notícia".

Segundo o Dr. José Vale, médico neurologista e presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM), “a liberalização do uso do acetato de glatirâmero durante a gravidez vem minimizar um problema relativamente comum, que é o do tratamento de mulheres que engravidam numa fase de doença ativa e que por isso têm um maior risco de surtos durante a gravidez e no período pós-parto. Tal como foi demonstrado num enorme número de gravidezes, não há evidência que o acetato de glatirâmero cause problemas de fertilidade, abortamento ou malformações congénitas e a sua utilização nesse subgrupo de doentes pode ser de grande utilidade.”

Também a Dr.ª Lívia Sousa, médica neurologista e responsável pela consulta de Doenças Desmielinizantes do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), refere que “a formalização da retirada da contraindicação da utilização na gravidez do acetato de glatirâmero é, para mim, enquanto neurologista dedicada ao tratamento desta doença, uma enorme satisfação. Foi finalmente reconhecida a segurança do fármaco nesta população e a possibilidade de a utilizar nas pacientes que dela necessitem uma vez ponderada a relação risco benefício”.

A aprovação da remoção da contraindicação na gravidez para acetato de glatirâmero 20 mg/ml em Portugal foi obtida através de um procedimento descentralizado a nível europeu, concluído em dezembro 2016, no qual o Reino Unido serviu como estado membro de referência.


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