SPR alerta para o atraso no diagnóstico das espondilartrites
03/02/2017 17:13:18
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SPR alerta para o atraso no diagnóstico das espondilartrites

No âmbito do VIII Fórum das Espondilartrites, que decorreu nos dias 13 e 14 de janeiro, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) destaca a importância de reduzir o atraso no diagnóstico correto associado a estas doenças inflamatórias crónicas, que em alguns casos pode levar até 10 anos.

O Dr. José Canas da Silva, presidente da SPR, esclarece que “o atraso no diagnóstico das espondilartrites continua a ser uma limitação para a redução do impacto destas doenças. A dor inflamatória da coluna confunde-se com aquela que é a lombalgia comum. Todavia, o aspeto mais relevante para distinguir estas dores é o seu ritmo (a forma como a dor evolui ao longo das 24 horas do dia e se modifica com o repouso e a atividade física)”.

O especialista acrescenta que “poderemos assim diferenciar doentes que apresentem uma dor de ritmo puramente mecânico (ausentes de noite, melhorando com o repouso e agravando-se com a carga ou a utilização mantida da articulação lesada) ou dores de ritmo preponderantemente inflamatório (desencadeamento noturno, maior expressão matinal e após imobilizações prolongadas, com rigidez de longa duração, melhoria com mobilização suave e mantida da articulação lesada) ”,

As espondilartrites podem ter, em alguns casos, uma evolução rápida, com severa perda de mobilidade e consequente impacto na qualidade de vida, condicionando a capacidade para o trabalho, pelo que o seu reconhecimento atempado e adequado pelo reumatologista são de suma importância. Sabe-se, inclusivamente, que uma em cada três pessoas que vive com uma doença que causa dor na coluna vertebral desiste de trabalhar por questões de Saúde.

“Em Portugal existe um difícil labirinto de barreiras que empurram os doentes reumáticos para a incapacidade temporária (baixas) e para a permanente (reforma). O atraso no diagnóstico é dos mais elevados da Europa, com um acesso à especialidade particularmente complicado em determinadas zonas do país, o que faz com que desde o início das queixas até à introdução de um plano terapêutico por parte do reumatologista possam demorar anos e muitas vezes a reforma já ocorreu”, destaca o presidente da SPR.


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