Artrite reumatóide: programas de apoio ao doente beneficiam resultados funcionais
23/01/2017 15:53:40
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Artrite reumatóide: programas de apoio ao doente beneficiam resultados funcionais

A AbbVie anunciou os resultados de um estudo observacional, pós comercialização, de 78 semanas, que demonstram que a participação num programa de apoio ao tratamento com adalimumab em vários países do mundo estava associada a uma melhoria estatisticamente significativa nos resultados funcionais dos doentes com artrite reumatoide moderada a grave. Estes dados foram apresentados recentemente no Encontro Anual do American College of Rheumatology, que decorreu em Washington, nos Estados Unidos da América. 

O objetivo primário do estudo PASSION foi a percentagem de participantes que atingiram uma diferença mínima clinicamente importante (minimal clinically important difference – MCID – ou melhoria de ≥ 0,22) no Índice de Incapacidade do Questionário de Avaliação de Saúde (Health Assessment Questionnaire Disability Index – HAQ-DI), um questionário de avaliação do doente para medir a função na AR, à semana 78, quando comparado com a avaliação inicial. Os resultados demonstraram que 72,1% dos doentes atingiram MCID no HAQ-DI na semana 78 versus a avaliação inicial (dados observados).

“Temos de ter a capacidade de tratar a artrite reumatoide com terapêuticas potencialmente seguras e efetivas, bem como identificar as necessidades dos doentes que vivem com esta doença, indo além do tratamento específico, onde se inclui o acesso a programas de apoio”, refere o Dr. Eduardo Ribeiro, diretor médico da AbbVie Portugal. "A artrite reumatoide pode ser uma doença potencialmente debilitante que tem um impacto emocional, físico e financeiro importante na vida dos doentes. Os resultados do estudo PASSION disponibilizam informação adicional sobre o impacto que os programas de apoio ao doente podem ter nas suas vidas, ajudando-os a gerir melhor a sua condição e a melhorar os seus resultados funcionais”.

Numa análise adicional usando a imputação de não respondedores (non-responder imputation – NRI), a MCID no HAQ-DI foi de 42,8% na totalidade dos doentes, na semana 78, em comparação com a avaliação inicial. O estudo PASSION também avaliou o potencial impacto que a participação nos programas de apoio ao doente têm nos resultados funcionais em doentes com AR moderada a grave comparativamente com doentes que não participam em programas de apoio. Os resultados demonstraram que 48,1% dos doentes inseridos em programas de apoio alcançaram um MCID no HAQ-DI, comparativamente com os 37,8% dos doentes que não participam de programas de apoio, à semana 78, usando a imputação de não respondedores (P<0,001).

“A AbbVie tem como compromisso ajudar os doentes que vivem com doenças inflamatórias imunomediadas, como a AR, a gerirem melhor a sua condição, o que inclui a compreensão dos fatores além da Medicina que podem contribuir para a gestão dos cuidados. Pela primeira vez temos dados reais que avaliam o impacto dos programas de apoio aos doentes na capacidade destes adquirirem as competências para melhor gerirem a sua própria Saúde”, acrescenta o especialista.

Também no estudo PASSION os resultados demonstraram que os doentes com AR moderada a grave que participaram no programa de apoio aos doentes de adalimumab apresentaram melhorias significativamente superiores na gestão da sua Saúde, medidos pela Medida de Ativação do Doente-13 (Patient Activation Measure-13 – MAD-13), que avalia o conhecimento dos doentes, as competências e a confiança da autogestão da doença versus os doentes que não participaram (35,7% vs. 28,1%, P=0,01). Os doentes que participaram no programa de apoio também apresentaram melhoria significativa nas medidas secundárias de autogestão da doença, incluindo baixo comprometimento da atividade, maior conveniência e maior nível de satisfação geral com a medicação.

Não foram identificados novos sinais de segurança com o tratamento com adalimumab. O perfil de segurança de adalimumab foi comparável a outras indicações aprovadas. As taxas de interrupção do estudo foram significativamente mais baixas entre os participantes dos programas de apoio do que nos não participantes (25,5% vs. 41,6%, P<0,001).


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