Estudo revela que a doença reumática afeta a produtividade de cerca de 87% dos doentes
05/01/2017 16:51:29
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Estudo revela que a doença reumática afeta a produtividade de cerca de 87% dos doentes

O estudo “Doenças Reumáticas: Produtividade, Empregabilidade e Saúde Social”, que tem como objetivo medir os prejuízos que as doenças reumáticas provocam no trabalho e nas atividades quotidianas, mostrou que 87% dos portadores de doença reumática têm, mesmo que ligeiramente, a sua produtividade afetada.

Promovido pela plataforma Portugalapto.pt, o estudo teve como objetivo avaliar a relação direta entre as doenças, o absentismo e as reformas antecipadas, bem como identificar medidas promotoras da melhoria das condições de rentabilidade laboral numa perspetiva de defesa do doente. Desta forma, permite que o doente reumático mantenha o seu trabalho, efetivando-o para que melhor se coadune com as suas limitações e capacidade individuais, motivadas em cada momento pela doença reumática.

O estudo, ainda em curso, conta com uma amostra de 358 pessoas com doença reumática diagnosticada, adultos profissionalmente ativos ou reformados de uma consulta de Reumatologia geral.

Relativamente à atual situação laboral, entre os principais resultados destaca-se que 30% dos inquiridos tiveram pelo menos um dia de baixa devido à doença reumática no último ano. Destes, 5.6% estiveram de baixa entre 120 e 265 dias. Nos doentes ativos questionados, na última semana de trabalho, registou-se um absentismo laboral semanal de mais nove horas. Por outro lado, verificou-se também que quase 50% dos inquiridos trabalhou metade das horas que devia na última semana. Em termos de produtividade, 87% dos inquiridos revelou que a doença reumática afetou, mesmo que ligeiramente, a sua produtividade. De destacar ainda que, entre os doentes reformados, 50% afirma que foi a doença reumática levou à reforma antecipada. Foram ainda apurados os níveis de presenteísmo, percentagem de prejuízo do trabalho por doença (44.6%), de absentismo, percentagem de horas de trabalho perdidas por doença (11%) e de perca de produtividade no trabalho, percentagem de prejuízo global por doença (44.5%).

Decorreu no final de 2016 uma reunião de especialistas, investigadores e associações de doentes que teve como propósito apresentar os resultados do estudo “Doenças Reumáticas: Produtividade, Empregabilidade e Saúde Social”, bem como discutir o plano de iniciativas a implementar no sentido de alterar o paradigma do impacto que estas doenças têm na produtividade dos doentes.

“Para além da necessidade de compilar toda a informação existente sobre esta temática e criar um documento de integração destes dados, é também crucial mapear os estudos de intervenção já existentes com resultados nesta área que sejam relevantes para a proposta de intervenção e para a definição de impacto. Paralelamente, este projeto terá de ser apresentado à Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social, aos Ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e ao Conselho Económico e Social”, adianta Augusto Faustino, coordenador do PortugalApto.pt. “No entanto, uma das iniciativas mais importantes é a implementação de um projeto-piloto de intervenção num determinado município. Este piloto, que irá utilizar métricas essenciais de avaliação e expectativas de custos e benefícios para melhor avaliar o impacto das doenças reumáticas na produtividade dos doentes de determinado município e o contributo dos empregadores para essa melhoria de produtividade, vai envolver empresas privadas, públicas e municipais, numa lógica de responsabilidade social. Com os resultados desta avaliação iremos criar cenários de intervenção, ajustando-os ao programa do governo, e propor incentivos e vantagens legislativas que funcionarão como recompensa às entidades empregadoras”, conclui.


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