LisbonPH, uma júnior empresa que nasceu nas salas de aulas da FFULisboa
29/12/2016 15:52:47
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
LisbonPH, uma júnior empresa que nasceu nas salas de aulas da FFULisboa

Organizam diversas atividades, com professores, com profissionais de Saúde, alunos e com a própria Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. São empreendedores e trabalham “pelo desenvolvimento do profissional de Saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisciplinar”. Eis os elementos da LisbonPH, uma empresa que já foi distinguida e tem um futuro promissor, a avaliar pelos dois anos e meio de atividade.

São 34 e todos estudam na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFULisboa), no Mestrado Integrado de Ciências Farmacêuticas. Frequentam aulas do 2.º ao 5.º ano, têm idades compreendidas entre os 19 e os 26 anos e já vão entrar no mercado de trabalho com conhecimentos teóricos mas também muita prática. Estes são os elementos da LisbonPH, uma empresa criada em 2013 por um grupo de alunos, que considerava que deveria acrescentar valor ao mercado farmacêutico, através de serviços na área da formação, consultadoria e eventos.
Estes jovens garantem que os serviços que oferecem são “credíveis e profissionais”, apesar de serem “ainda estudantes e muito novos”. Não fazem jus ao ditado “o barato sai caro” e afirmam que a oferta de “serviços low cost não significa que tenham pouca qualidade”, até porque há “uma fidelização de clientes”. Também afirmam que quanto mais trabalho têm, mais aprendem, sendo que conciliam muito bem os estudos porque “há tempo para tudo”. São unânimes em dizer que quando terminarem o Mestrado Integrado vão ter muitas saudades desta empresa.
Mas, sobre o trabalho desenvolvido em simultâneo com os estudos, os elementos da LisbonPH referem que vai ser uma grande mais-valia para o futuro. “Atualmente as universidades estão muito viradas para o ensino teórico. Falta-nos mais prática e, na nossa empresa, conseguimos aplicar o que apreendemos, bem como desenvolver novos conhecimentos. O mercado farmacêutico é muito dinâmico, competitivo, por isso é necessária muita proatividade e o facto de trabalharmos desde bastante cedo permite-nos saber onde deveremos apostar”, dizem estes estudantes da FFULisboa.

Da ideia à prática

Bernardo Crispim, aluno do 4.º ano, é secretário-geral da LisbonPH e recorda que a empresa nasceu de uma derrota. “A lista para a Associação de Estudantes que perdeu as eleições era formada pela equipa que depois veio a formar a LisbonPH. Esses elementos tinham um objetivo comum e decidiram que ficar parados não era solução, pelo que continuaram a desenvolver atividades. Mais tarde, estabeleceram contactos com o Movimento Júnior e decidiram iniciar a aventura que os levou à fundação da LisbonPH”, refere e frisa que a atividade legal foi iniciada no dia 24 de março de 2014. Contudo, “em janeiro de 2013 deu-se início aos processos legais e à angariação de fundos, financiamento, aplicação de novos modelos de negócios, realização de estudos de mercado, entre outras atividades. Ou seja, todo o ano de 2013 foi passado a explorar e estruturar bem o conceito da LisbonPH”, acrescenta.
O nome da marca foi sugerido pelo primeiro presidente e pelo então diretor do Departamento de Marketing e Vendas. Ambos, numa cadeira opcional, tiveram de apresentar um modelo de negócio no projeto final e foi precisamente a LisbonPH que apresentaram, sendo o nome referente à cidade de Lisboa e às iniciais de farmácia em Inglês.
Mas, afinal, a que atividades se dedica esta empresa? Guilherme Lopes, membro do Departamento de Marketing e Vendas, salienta que “não é fácil dizer o que fazemos em poucas palavras. Costumamos referir que contribuímos para moldar o farmacêutico do futuro, através de formações, eventos e outras atividades que tentam promover o empreendedorismo e a dinamização do setor”.

Três áreas de atuação

A LisbonPH atua sobretudo em três vertentes, prestando os seguintes serviços: LisbonPH Events, LisbonPH e-Learning e LisbonPH Consulting and Logistics.
“A LisbonPH Events é o nosso core business. As atividades que organizamos são realizadas porque propusemos ou somos contactados por uma entidade para organizar um evento. Desenvolvemos todo o processo, desde a elaboração do plano de ação à sua execução. Também estamos presentes no dia do acontecimento, para darmos apoio e marcamos sempre pela diferença, ou seja, nunca repetimos os eventos”, explica Guilherme Lopes.
Quanto ao serviço LisbonPH e-Learning, como o nome indica, é referente a atividades formativas. “É a nossa plataforma de formações, que criámos porque constatámos que os farmacêuticos inscritos na Ordem dos Farmacêuticos têm de apostar na sua formação profissional, para poderem continuar a exercer, tendo de ter um determinado número de créditos”, indica Márcio Santos, diretor do Departamento de Inovação e Garantia de Qualidade, comentando que “nas grandes cidades é fácil ter acesso a formações, o que não acontece em localidades mais remotas. Assim, através do ambiente online, é possível aceder a partir de qualquer ponto a uma formação de rigor, com valores competitivos”.
Guilherme Lopes acrescenta que a ideia de organizar um curso tanto pode surgir da própria LisbonPH como de um professor da FFULisboa, de outro profissional ou de um aluno, sempre com o intuito de “potenciar conhecimentos, não só a farmacêuticos mas também a outros profissionais de saúde, como os médicos”. A título de exemplo, esta empresa promoveu o Curso e-Learning Terapêutica Anti-Hipertensora, que teve cerca de 200 participantes e foi coordenado pela Prof.ª Doutora Maria Augusta Soares.
Por fim, a área da consultadoria é mais abrangente e generalista, sendo dado muito apoio ao empreendedorismo.
Na prática, os elementos da LisbonPH podem organizar desde lançamentos de livros a encontros científicos e ações formativas na área da farmácia. Todos os serviços oferecidos associam uma modalidade low cost a um formato de excelente qualidade. “Somos todos estudantes não remunerados, pois é uma associação sem fins lucrativos, mas temos de ter sempre um fundo financeiro, até para investirmos em ações desenvolvidas por nossa iniciativa”, comenta Guilherme Lopes.
Para além do curso e-Learning já referido, a LisbonPH foi responsável pela organização do Simpósio FEPS – “Farmacoeconomia, Perspectivas na Saúde”, um exemplo do serviço LisbonPH Events. Na opinião de Sílvia Miguel, presidente da LisbonPH, este foi “um dos eventos que teve maior retorno positivo, devido à pertinência do tema e excelência de oradores. De salientar também vários projetos com o Ministério da Saúde, com a Ordem dos Farmacêuticos e com algumas empresas farmacêuticas. Apostar na internacionalização é outro dos grandes focos sendo que cerca de 1/5 dos projetos que já realizámos são de carácter internacional”.
O Start@Health ULisboa foi outro projeto salientado por estes estudantes. “Somos parceiros da Universidade de Lisboa e o objetivo é acelerar várias ideias inovadoras na área da saúde. Já foram organizadas duas edições, em que as expectativas foram superadas pela positiva. No geral, está a correr bastante bem”, afirma Sílvia Miguel. Para Inês Silvestre, diretora do Departamento Financeiro, “é muito interessante porque é um programa de aceleração de negócios, mas que acaba por se tornar num curso de empreendedorismo. Algumas pessoas conseguiram desenvolver a sua start-up depois de realizarem este programa, que tem superado todas as expectativas e que conta com o apoio de várias entidades de valor na área”.

Balanço positivo com futuro promissor

Com apenas 2 anos e meio de atividade, a LisbonPH já conquistou o seu lugar. “Tem tido um crescimento exponencial e foi reconhecida. No ano 2015, conquistou a distinção de Júnior Iniciativa do Ano , passando a integrar o leque de Júnior Empresas federadas pela JADE Portugal, mais recentemente, ganhou o Prémio Júnior Empresa do Ano 2016, sendo que, neste mesmo ano foi considerada a Júnior Empresa mais promissora da Europa”, sublinha Inês Silvestre.
No geral, o balanço é francamente positivo, segundo os elementos da empresa. São, pois, unânimes em acreditar num futuro promissor. “Temos o objetivo de contribuir para o crescimento do Movimento Júnior, quer a nível nacional por ser ainda pouco divulgado, quer a nível internacional.”, sustenta Rita Silvestre, diretora do Departamento de Marketing e Vendas.
“Para além disso, queremos continuar a apostar na formação interna. Se temos cada vez mais serviços especializados, é importante ter membros formados e motivados a trabalhar pelo bem da nossa empresa. Queremos igualmente melhorar todos os nossos serviços e aproximar a LisbonPH ao seu core business, quer estudantes, farmacêuticos ou qualquer outro profissional de Saúde”, conclui Rita Silvestre.

Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019