Terapias promissoras no tratamento da esclerose múltipla
08/11/2016 17:02:48
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Terapias promissoras no tratamento da esclerose múltipla

A Sanofi Genzyme, unidade de cuidados especializados da Sanofi dedicada ao desenvolvimento de terapias para doenças raras e debilitantes, anunciou novos dados experimentais que comprovam as melhorias proporcionadas pelas suas terapias teriflunomida e alemtuzumab em doentes com esclerose múltipla forma surto-remissão (EMSR).

Estes resultados foram apresentados no 32.º Congresso do Comité Europeu para o Tratamento e Investigação da Esclerose Múltipla (European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis - ECTRIMS), que se realizou em Londres.

“Os dados do alemtuzumab apresentados no ECTRIMS dos estudos de extensão em curso mostram que mais de metade dos doentes registou efeitos mantidos do tratamento na atividade da doença, apesar de terem recebido o último curso de tratamento quatro anos antes”, afirma o Dr. Alasdair Coles, do departamento de neurociências clínicas da Universidade de Cambridge. “É muito promissor ver estes efeitos consistentes ao longo do tempo em parâmetros de eficácia como taxa de surtos, progressão da incapacidade e atrofia cerebral”.

Nos doentes com EMSR tratados com alemtuzumab nos estudos principais de fase III CARE-MS, os resultados clínicos descritos de seguida, observados nos ensaios de dois anos, mantiveram-se durante os quatro anos do estudo de extensão. Mais de 90% dos doentes que foram tratados com alemtuzumab nos ensaios CARE-MS foram incluídos no estudo de extensão. Estes doentes eram elegíveis para receber tratamento adicional com alemtuzumab no estudo de extensão se apresentassem, pelo menos, um surto ou, pelo menos, duas lesões novas, com aumento no cérebro ou na espinal medula.

Depois dos dois cursos de tratamento iniciais nos ensaios CARE-MS, os quais foram administrados no mês zero e no mês 12, 64% dos doentes a receber alemtuzumab do CARE-MS I e 55% do CARE-MS II não receberam mais tratamentos com alemtuzumab durante os quatro anos subsequentes, até ao mês 72.

Durante o ano seis, a incidência anual da maioria dos acontecimentos adversos durante o estudo de extensão foi comparável ou reduzida comparativamente aos estudos principais. A frequência de acontecimentos adversos da tiroide foi maior no ano três, tendo depois diminuído.

Os ensaios de fase III do alemtuzumab foram estudos principais de dois anos, aleatorizados, com ocultação dos avaliadores de comparação do tratamento com alemtuzumab com interferão beta-1a em dose elevada por via subcutânea em doentes com EMSR que tinham doença ativa e que recebiam tratamento pela primeira vez (CARE-MS I) ou que haviam apresentado uma resposta inadequada a outra terapêutica (CARE-MS II).


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