23/10/2014 13:06:46
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SPEO convida a vestir de azul para combater a obesidade
obesidade 2344fAveiro vai receber o 18.º Congresso Português de Obesidade, nos próximos dias 24, 25 e 26 de outubro. Este ano, a realização deste evento coincide com o 25.º aniversário da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO).

Num país onde o excesso de peso e obesidade correspondem a 52,3% da população e, onde há mais de 5 milhões de pessoas com este problema, a SPEO apela ao uso de roupa de cor azul durante o Congresso. Aliás, os participantes do Congresso vão ser convidados a usar um nó azul na lapela como sinal do seu empenhamento na luta contra esta epidemia.

É esperada a presença de mais de três centenas de participantes nesta reunião, desde médicos a nutricionistas e dietistas, especialistas do exercício, farmacêuticos e psicólogos, para debaterem os mais recentes avanços no tema. Estão também programadas várias atividades para a população geral. Especificamente para as crianças vão ser realizadas sessões lúdicas de educação alimentar, prevendo-se a participação de mais de 300 crianças.

Nas comemorações de um quarto de século de existência, a SPEO vê reconhecida internacionalmente a qualidade do seu trabalho nesta área tendo-lhe sido atribuída a organização no Porto, em maio de 2017, do Congresso Europeu de Obesidade. Este evento trará a Portugal mais de três mil especialistas mundiais da área.

Impacto económico da obesidade

A obesidade é responsável por 61% dos casos de diabetes, 17% dos casos de hipertensão, 17% dos casos de doença coronária, 30 % dos casos de litiase biliar, 24% dos casos de osteoartrite, 34% dos casos de cancro do útero, 11% dos casos de cancro da mama, 11% dos casos de cancro do colon.

A obesidade tem assim significativo impacto económico. Em 2002, um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública indicou que os custos totais com esta doença em Portugal foram de cerca de 500 milhões de euros, representando 4,2 % dos gastos em saúde em Portugal, isto é, um aumento de 29% em 6 anos. Os custos diretos foram estimados em 297 milhões de euros e correspondiam a 2,5% dos gastos em saúde, sendo os indiretos de 199,8 milhões de euros. Doze anos depois os custos serão seguramente maiores, como se comprova pelo aumento dramático da prevalência de diabetes.



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