Plataforma informa sobre os sintomas posteriores à infeção por COVID-19

29/03/22
Plataforma informa sobre os sintomas posteriores à infeção por COVID-19

A empresa tecnológica UpHill e a Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibilizam uma plataforma interativa para que o cidadão saiba identificar os sinais de alarme da condição pós-COVID-19 e saiba como agir na eventualidade dos mesmos se verificarem. A iniciativa surge na sequência da divulgação da norma da DGS, que define esta condição e estabelece as boas práticas clínicas para a abordagem destes doentes pelos profissionais de saúde com base na melhor evidência científica disponível.

Lançada em janeiro, com informação relativa aos sintomas, estratificação do risco de contactos, testagem, isolamento e vacinação, a plataforma “COVID-19: e agora?” já registou perto de 500 mil acessos. Acompanhando a evolução da gestão da pandemia, a ferramenta interativa foi agora atualizada e incorpora também a secção “COVID-19: e depois?” com informação relativa à gestão dos sintomas a longo prazo. Na prática, os utilizadores encontram recomendações sobre os autocuidados após a infeção, os sintomas aos quais devem estar atentos, o que fazer caso algum destes sinais de alarme se notarem, como retomar a atividade física, e exercícios úteis para controlo da respiração úteis neste contexto.

“À semelhança do que fizemos em janeiro, numa altura em que a pressão sobre o sistema de saúde era extremamente elevada, face à disseminação da variante ómicron, queremos, com esta plataforma, facilitar o acesso da população a informação cientificamente rigorosa, atualizada e descomplicada para que cada uma saiba exatamente o que deve fazer. Isto porque acreditamos que a tecnologia tem um papel fundamental no sentido de esclarecer e autonomizar o cidadão, dotando-o de competências e conhecimentos fundamentais para aceder, compreender, avaliar e utilizar informação sobre saúde”, afirma o Dr. David Rodrigues, médico e VP of Medical Content da UpHill.

A longo prazo, os sintomas mais comuns que persistem sinalizando o cansaço, falta de ar, alterações do olfato e do paladar, depressão, ansiedade e disfunção cognitiva, havendo o agravamento da doença em determinados casos após a fase da doença aguda.

“A prevalência de pessoas infetadas por SARS-CoV-2 que apresenta sintomas que persistem além da fase aguda é complexa de estimar. De acordo com os dados internacionalmente disponíveis cerca de 46-69% das pessoas continua a apresentar algum sintoma 4 a 6 semanas após a fase aguda da doença e 13-65% após 12 semanas.”

A plataforma, disponível aqui pode ser acedida de forma gratuita e sem restrições, tendo sido desenvolvida para qualquer pessoa, com linguagem acessível e recomendações práticas dirigidas a situações específicas.

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