Fórmula probiótica AB21TM demonstra a sua eficácia no tratamento da COVID-19

02/03/22
Fórmula probiótica AB21TM demonstra a sua eficácia no tratamento da COVID-19

Os resultados de um estudo realizado em 300 doentes com COVID-19 mostram como a fórmula probiótica obtém resultados positivos, essencialmente quanto a uma maior redução dos sintomas ou um aumento dos anticorpos específicos contra o SARS-CoV-2. As conclusões publicadas recentemente na revista Gut Microbes mostram também que o uso de determinados probióticos é especialmente útil em doentes com comorbilidades, com doença respiratória subjacente ou infeções respiratórias repetidas na época de inverno.

A relação entre os tecidos intestinais e pulmonares, conhecido como eixo intestino-pulmão, através do microbioma e das células do sistema imunitário revela-se importante no tratamento de diversas doenças respiratórias. Um artigo publicado na revista Gut Microbes, uma revista especializada nos últimos avanços científicos sobre o microbioma, confirmou que o combinado probiótico obtém efeitos positivos significativos nos resultados de doentes com COVID-19.

 “A solidez dos resultados em COVID-19 apoiam a utilidade da fórmula AB21TM como estimulante da imunidade através do eixo intestino-pulmão”, explica Jordi Espadaler, diretor de inovação da AB-Biotics.

Dado que o microbioma intestinal parece funcionar como um centro de sinalização capaz de incidir no metabolismo, na imunidade e na resposta às infeções além do intestino, realizou- se um estudo clínico com AB21TM para investigar a eficácia e segurança desta fórmula probiótica no contexto da COVID-19. Neste estudo participaram 300 doentes, com idades entre os 18 e 60 anos e que eram positivos para o SARS-CoV-2 e sintomáticos, mas não estavam hospitalizados. A suplementação foi administrada uma vez por dia durante um período de 30 dias, comprovando-se diferentes parâmetros clínicos como a remissão e duração dos sintomas.

A equipa de investigação observou que no grupo que recebeu o probiótico houve uma redução significativa da carga viral nasofaríngea, dos infiltrados pulmonares e da duração dos sintomas digestivos (como diarreia e náuseas) e não digestivos (como febre, cefaleia e tosse) em comparação com o grupo de placebo, e foi bem tolerado.

Não foram detetadas alterações notáveis na composição do microbioma fecal, mas a suplementação com probióticos aumentou significativamente os anticorpos IgM e IgG específicos contra o SARS-CoV2. Isto sugere que a fórmula probiótica influenciou o eixo intestino-pulmão, principalmente através do sistema imunitário do hospedeiro, em vez de alterar a composição da microbiota do cólon, embora seja necessária uma maior investigação para confirmar o mecanismo de ação. É importante destacar que os efeitos imunitários dos probióticos descritos no estudo não podem ser extrapolados para outras formulações de probióticos, devido às cepas específicas utilizadas.

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