COVID-19: Remdesivir associado a menor taxa de hospitalização em doentes de alto risco
04/10/2021 17:10:56
COVID-19: Remdesivir associado a menor taxa de hospitalização em doentes de alto risco
A Gilead Sciences anunciou os resultados de um ensaio aleatorizado de Fase 3, em dupla ocultação e controlado por placebo, para avaliar a eficácia e segurança do tratamento endovenoso com remdesevir durante três dias, em doentes com COVID-19 não hospitalizados com elevado risco de progressão da doença. O estudo demonstrou “eficácia estatisticamente significativa” na redução de 87% do risco composto de hospitalização relacionada com a COVID-19 ou morte por todas as causas ao 28.º dia (endpoint primário).

Os dados “late breaking” foram apresentados na IDWeek 2021 e revelaram também uma redução de 81% no endpoint secundário composto pelas consultas médicas devidas a COVID-19 ou morte por todas as causas ao 28.º dia nos doentes tratados com remdesivir, em comparação com placebo.

Quanto à segurança, os eventos adversos mais reportados no braço que recebeu remdesivir foram náuseas e cefaleias, não tendo ocorrido nenhuma morte neste braço.

“Os medicamentos antivirais proporcionam o máximo benefício quando utilizados no início do curso da doença. Estes últimos dados mostram o potencial de remdesivir em contribuir para que os doentes de alto risco recuperem antes do agravamento clínico potencial, permitindo, assim, evitar a hospitalização”, comenta o Prof. Doutor Robert L. Gottlieb, cardiologista e investigador principal do Centro Médico da Universidade de Baylor e Baylor Scott & White Research Institute.

O mesmo especialista afirma ainda que “o remdesivir é um antiviral eficaz para o tratamento de doentes hospitalizados com COVID-19 e uma ferramenta essencial para ajudar a reduzir a progressão da doença”.

Em comunicado, a Gilead Sciences ressalva que, embora o recrutamento para este ensaio tenha sido interrompido antes do cumprimento dos objetivos previstos, em abril de 2021, o estudo continuou a recolher dados sobre os doentes recrutados, e esclarece que “tanto os investigadores como os participantes permaneceram em ocultação relativamente à atribuição de remdesivir ou placebo”.

A empresa biofarmacêutica sublinha que estes resultados vêm complementar os positivos do estudo ACTT-1 e de outros estudos em doentes hospitalizados, nos quais remdesivir demonstrou “contribuir para uma recuperação clínica mais célere e reduziu a probabilidade de progressão da doença”.

A utilização de remdesivir para o tratamento de doentes não hospitalizados durante três dias está em investigação, e a segurança e eficácia desta utilização e duração do tratamento não foram estabelecidas ou aprovadas por nenhuma agência regulamentar a nível mundial.


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