APIC partilha conhecimento sobre suporte circulatório mecânico
08/09/2021 15:33:10
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APIC partilha conhecimento sobre suporte circulatório mecânico

“Utilização de Suporte Circulatório Mecânico em Angioplastia de Alto Risco” é o mote da próxima iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que tem como objetivo partilhar informação entre cardiologistas de intervenção, sobre este tema tão importante. A “Day at the Cath Lab (D@CL)” vai decorrer no dia 14 de setembro, no Laboratório de Hemodinâmica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

“Cerca de 50% das angioplastias são realizadas em contexto de síndromes coronárias agudas e os outros 50% são em síndromes coronárias crónicas. Alguns destes doentes têm risco elevado, ligado não só com a complexidade do tratamento coronário, mas também com a complexidade clínica”, explica o coordenador do Laboratório de Hemodinâmica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Dr. Marco Costa.

Além da situação clínica de risco de muitos doentes, o especialista refere, ainda, que por vezes também a própria angioplastia se reveste de grande complexidade, obrigando a técnicas especiais de maior risco. “Sempre que possível devemos tratar estes casos de forma eletiva. Temos de ponderar outras possibilidades de tratamento, nomeadamente cirúrgicas, pensar no melhor suporte farmacológico e, depois, propor o melhor tratamento ao doente e aos familiares. O Impella é um dispositivo que já usamos há alguns anos no nosso laboratório, e é bastante simples de utilizar. Contudo, tem indicações e contraindicações. É importante discutir o caso e ter uma equipa treinada e disponível para dar apoio durante e após a intervenção”, acrescenta o Dr. Marco Costa.

O Dr. Carlos Braga, cardiologista de intervenção e responsável pela iniciativa D@CL da APIC, afirma que os avanços na Medicina em geral e na Cardiologia em particular têm permitido aumentar a esperança média de vida da população.

“Cada vez é mais frequente realizarem-se procedimentos de intervenção coronária percutânea em doentes idosos ou com mais comorbilidades, que apresentem doença coronária complexa e um elevado risco cirúrgico. Nestas circunstâncias, os dispositivos de suporte circulatório mecânico são um complemento fundamental à revascularização percutânea, permitindo um procedimento mais seguro e eficaz”, afirma o Dr. Carlos Braga.

De acordo com o responsável pela iniciativa, o “D@CL pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos. É uma iniciativa que também permite aos cardiologistas de intervenção conhecerem o dia a dia de um laboratório de hemodinâmica do país, num ambiente informal, hands on e de proximidade”.


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