Destaques da ASCO 2021 no cancro digestivo em análise pela Dr.ª Anabela G. Barros e pelo Dr. Hélder Mansinho
20/07/2021 15:46:23
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Destaques da ASCO 2021 no cancro digestivo em análise pela Dr.ª Anabela G. Barros e pelo Dr. Hélder Mansinho

O cancro digestivo foi o tema da 2.ª sessão virtual do Ciclo ASCO’21, promovido pela News Farma com o apoio da Bristol Myers Squibb. O webinar decorreu a 13 de julho e contou com a participação da Dr.ª Anabela G. Barros, diretora do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e do Dr. Hélder Mansinho, diretor do Serviço de Hemato-Oncologia do Hospital Garcia de Orta, que discutiram as atualizações na especialidade divulgadas na ASCO 2021, sob a perspetiva da prática clínica.

Cancro esofagogástrico

A Dr.ª Anabela G. Barros começou por destacar o ensaio clínico CheckMate 648 (Abstract #LBA4001), que avaliou a combinação de nivolumab + quimioterapia ou de nivolumab + ipilimumab vs. quimioterapia no tratamento em 1.ª linha do cancro do esófago de células escamosas avançado. Segundo a oradora, houve um “benefício nítido” dos dois braços que incluíram imunoterapia (nivolumab + quimioterapia e de nivolumab + ipilimumab) vs. quimioterapia em termos de sobrevivência global (OS; HR=0,74 e 0,78, respetivamente), de taxa de resposta objetiva (ORR=47% e 28% vs. 27%) e de duração de resposta (DOR mediana de 8,2 e 11,1 meses vs. 7,1 meses). A médica salientou que o benefício de nivolumab + quimioterapia e de nivolumab + ipilimumab vs. quimioterapia foi mais evidente em doentes com expressão de PD-L1 ≥1% (HR de OS=0,54 e 0,64; ORR=53% e 35% vs. 20%; DOR mediana de 8,4 e 11,8 meses vs. 5,7 meses). Neste subgrupo de doentes, verificou-se ainda um benefício de nivolumab + quimioterapia vs. quimioterapia em termos de sobrevivência livre de progressão (PFS; HR=0,65). Na opinião da Dr.ª Anabela G Barros, o estudo CheckMate 648 “vai ter impacto na nossa prática clínica” e coloca “estas opções terapêuticas na 1.ª linha do cancro espinocelular metastizado do esófago”. A especialista antecipou, no entanto, que a escolha entre nivolumab + quimioterapia e nivolumab + ipilimumab será um “desafio” e que fatores como “a maior carga tumoral, o doente mais sintomático, uma doença mais rapidamente progressiva” poderão ser úteis para a tomada de decisão que terá, obrigatoriamente, de se basear numa cuidada avaliação clinica prévia de cada doente.

Seguidamente, a médica referiu o estudo FIGHT (Abstract #4010), um estudo em doentes com adenocarcinoma gástrico ou da junção esofagogástrica avançado e que investigou o tratamento em 1.ª linha com bemarituzumab, um anticorpo monoclonal humanizado e específico para os recetores de FGFR2b, “um novo marcador tumoral no cancro gástrico”. A palestrante frisou que “a avaliação deste marcador foi positiva em cerca de 30% dos doentes avaliados”, o que representa “uma fatia muito grande” de doentes que poderão beneficiar de uma terapêutica dirigida com bemarituzumab. A vantagem de bemarituzumab + mFOLFOX6 vs. placebo + mFOLFOX6 foi observada a nível de PFS e de OS em doentes com sobrexpressão de FGFR2b. Assim, a Dr.ª Anabela G Barros considerou o que bemarituzumab poderá constituir “uma nova terapêutica para um grupo de doentes bem identificado”, embora considere ser necessário “gerar mais evidência” uma vez que se trata de um estudo de fase 2

Leia o conteúdo na íntegra na My Oncologia.


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