Hipertensão e risco cardiovascular: “É uma relação progressiva, contínua e linear”
09/06/2021 11:32:27
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Hipertensão e risco cardiovascular: “É uma relação progressiva, contínua e linear”

“À medida que os níveis tensionais aumentam, sabemos que também aumenta o risco de ter eventos cardiovasculares.” Quem o afirma é o Dr. Carlos Rabaçal, diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital de Vila Franca de Xira, em entrevista à News Farma. A propósito do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinalou a 17 de maio, o especialista reforça a relação existente entre a hipertensão e o risco cardiovascular, o impacto da pandemia na adesão à terapêutica, a literacia dos doentes e os benefícios da polypill enquanto nova opção terapêutica. Assista à entrevista.

A falta de adesão à terapêutica é uma das principais causas da mortalidade cardiovascular, sendo que 9% resulta deste incumprimento, apenas no continente europeu. Para combater esta situação, o Dr. Carlos Rabaçal aborda os diferentes graus de literacia dos doentes. É preciso compreender “quais são as barreiras da adesão à terapêutica”.

A terapêutica de toma única, o novo conceito denominado de polypill, pode tornar-se um benefício para o doente ter “uma terapêutica adequada para a sua pressão arterial” devido à “comodidade na ingestão de um único comprimido”, refere. Simplicidade, comodidade e melhor adesão são as principais características da polypill, permitindo uma maior redução do risco.

No entanto, apesar desta nova estratégia, ainda é necessário manter certos hábitos: “Garantir o seguimento do doente, seja em consultas, seja por telemedicina, garantir que, nas idas à farmácia, o farmacêutico desempenha um papel crucial na avaliação da adesão à terapêutica.”

Contudo, a pandemia veio agravar esta situação, “porque retirou deste conjunto de variáveis uma que é extremamente importante - o acompanhamento dos doentes”. A falta de influência dos profissionais de saúde sobre as pessoas para a toma da terapêutica e a dificuldade em renovar as prescrições terapêuticas foram outras das maiores barreiras, durante este contexto.

O Dr. Carlos Rabaçal partilhou ainda, em entrevista, que se estima que existam, no mundo, cerca de 1,2 mil milhões de hipertensos e que ocorram mais de 14 milhões de mortes anuais devido ao aumento dos níveis de pressão arterial. “Infelizmente, a grande maioria dos hipertensos não está identificada nem tratada”, contribuindo para a elevada taxa de mortalidade.

 


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