Investigadora portuguesa vence Best Young Investigator Award da Sociedade Europeia de Fibrose Quística
03/05/2021 13:11:12
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Investigadora portuguesa vence Best Young Investigator Award da Sociedade Europeia de Fibrose Quística

A Prof.ª Doutora Iris Silva, investigadora do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa), venceu pela segunda vez o Best Young Investigator Award da Sociedade Europeia de Fibrose Quística (ECFS). O galardão será atribuído durante o 44th European Cystic Fibrosis Conference, que se realiza online entre 9 e 12 de junho de 2021.

“É um prémio muito prestigioso, em que vários clínicos e investigadores europeus se candidatam, e reflete o trabalho que tenho feito em tentar encontrar terapias para doentes com fibrose quística que têm mutações mais raras. Estes doentes são quase sempre excluídos de ensaios clínicos, e por isso não têm opções terapêuticas, e têm que viver com esta doença muito debilitante”, sublinha a investigadora cujo trabalho se baseia no uso de amostras de doentes [organoides intestinais (mini intestinos), e células nasais e de pulmão] para analisar a resposta a fármacos, numa abordagem de medicina personalizada.

Após concluir o doutoramento na Universidade do Algarve e no Centro Hospitalar Universitário do Quebéc, no Canadá, a Prof.ª Doutora Iris Silva começou a trabalhar para o grupo da Prof.ª Doutora Margarida Amaral na Ciências ULisboa. Em 2018, venceu pela primeira vez este prémio com o seu trabalho sobre a caracterização de mutações mais raras nestes doentes e que correspondeu ao primeiro ano em que trabalhou na área da fibrose quística. Este ano volta a ser distinguida pela ECFS por fazer parte de um consórcio europeu chamado HIT-CF e que pretende analisar a resposta a novos moduladores de outras empresas farmacêuticas em indivíduos com mutações raras, para as quais nenhum dos medicamentos da Vertex está aprovado, e incluí-los em ensaios clínicos que vão determinar a sua eficácia real.

“Isto abre a porta a estes indivíduos que são completamente excluídos de outros ensaios clínicos por terem uma representatividade tão baixa, e que tenham acesso a terapias que vão transformar completamente as suas vidas”, destaca a Prof.ª Doutora Iris Silva.

“A Agência Europeia do Medicamento (EMA) já aprovou quatro desses medicamentos, todos da empresa farmacêutica Vertex, mas em Portugal apenas três estão aprovados. O preço destes medicamentos é altíssimo, o que os torna inacessíveis à maior parte dos países/pessoas (cerca de 180 mil euros/ano/pessoa)”, deixa o alerta a investigadora.


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019